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TecnologiaBDR
16/08/2026
3 min

Google passa a integrar Gemini ao Classroom - veja como será a mudança

De acordo com a companhia, o objetivo é tornar as pesquisas mais relevantes para cada aluno

Google passa a integrar Gemini ao Classroom - veja como será a mudança

O Google ampliou o acesso de estudantes às suas ferramentas de inteligência artificial ao integrar o chatbot Gemini ao Google Classroom para alunos do ensino fundamental e médio.

O Google Classroom, sistema utilizado para distribuição de tarefas, acompanhamento de atividades e comunicação entre professores e alunos, reúne mais de 150 milhões de usuários em todo o mundo. Até então, o acesso automático ao Gemini dentro da plataforma era restrito a estudantes com 18 anos ou mais.

Com a atualização, uma nova aba dedicada ao Gemini permitirá que alunos de diferentes faixas etárias utilizem a inteligência artificial para tirar dúvidas sobre matemática, auxiliar na produção de textos e criar materiais de apoio aos estudos, como guias de revisão, questionários e cartões de memorização. A ferramenta também poderá gerar imagens, segundo o New York Times.

Objetivos da integração

Segundo o Google, a integração foi desenvolvida para permitir que os estudantes façam perguntas diretamente relacionadas aos conteúdos e atividades disponibilizados por seus professores dentro da plataforma.

A empresa afirma que a novidade afetará apenas escolas que autorizarem o acesso ao aplicativo Gemini ou ao Gemini Notebook, outra ferramenta baseada em inteligência artificial. Os administradores poderão definir se o recurso ficará disponível para todos os estudantes ou apenas para grupos específicos, como alunos de determinadas séries.

Segundo o NYT, a iniciativa faz parte de uma disputa histórica entre gigantes como Google, Apple e Microsoft pela presença nas salas de aula e pela fidelização de futuros consumidores. Nos últimos anos, a competição ganhou novos protagonistas com a entrada de empresas especializadas em inteligência artificial, como OpenAI e Anthropic.

As duas companhias passaram a desenvolver soluções para o setor educacional, mas ainda não disponibilizaram seus principais chatbots, ChatGPT e Claude para uso direto por estudantes das escolas públicas dos Estados Unidos.

Preocupações

Críticos ouvidos pelo NYTY argumentam que os chatbots podem representar riscos à privacidade e à segurança de crianças e adolescentes, além de comprometer o desenvolvimento do pensamento crítico. Também há preocupação de que recursos capazes de gerar automaticamente resumos, fichas de estudo e materiais de revisão reduzam o envolvimento dos alunos com o próprio processo de aprendizagem.

Além das novidades no Classroom, o Google anunciou outra mudança para estudantes menores de 18 anos que utilizam contas educacionais da empresa. A partir do próximo semestre letivo no Hemisfério Norte, o sistema de buscas passará a contar com um recurso de personalização baseado nos dados das contas dos usuários.

Batizada de Controle de Recomendações Personalizadas da Busca, a funcionalidade permitirá que o buscador adapte resultados e sugestões com base em informações associadas às contas dos estudantes, incluindo atividades realizadas em aplicativos e serviços do Google e, em alguns casos, dados relacionados à localização.

De acordo com a companhia, o objetivo é tornar as pesquisas mais relevantes para cada aluno. Como exemplo, o Google afirma que o sistema poderá identificar o histórico de buscas de um estudante sobre temas científicos para apresentar respostas mais alinhadas aos assuntos que ele está estudando naquele momento.

AutorLuiz Anversa
FonteExame
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