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Sacre Investimentos
Economia
31/08/2026
4 min

Governo anuncia salário mínimo de R$ 1.741 para 2027

O valor é uma alta de R$ 120, ou 7,4%, em relação aos R$ 1.621 vigentes atualmente

Governo anuncia salário mínimo de R$ 1.741 para 2027

O governo federal apresentou hoje, 31, ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.

O PLOA é a proposta enviada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional que estima as receitas e fixa as despesas do governo para o ano seguinte.

É por meio deste documento que o Executivo detalha quanto pretende arrecadar e como pretende gastar os recursos públicos em 2027, incluindo salários de servidores, investimentos e benefícios sociais.

Um dos pontos mais aguardados desse envio é o valor previsto para o salário mínimo em 2027.

Segundo o Ministério da Fazenda,o novo piso deve ser fixado em R$ 1.741, uma alta de R$ 120, ou 7,4%, em relação aos R$ 1.621 vigentes atualmente.

O reajuste também tem impacto direto sobre aposentadorias, pensões e outros benefícios vinculados ao piso nacional.

A estimativa já havia sido antecipada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, no início do mês, e agora será formalizada no PLOA.

Qual o valor do salário mínimo hoje?

O salário mínimo em vigor desde janeiro de 2026 é de R$ 1.621. Esse valor foi definido pelo Decreto nº 12.797, assinado em 23 de dezembro de 2025.

Para 2027, a projeção do governo passou por revisões ao longo do ano. Em abril, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) trazia uma estimativa de R$ 1.717, o que representaria uma alta nominal de 5,92%.

A projeção foi atualizada em agosto pelo Ministério da Fazenda, que passou a trabalhar com o valor de R$ 1.741 para constar no PLOA.

A diferença de R$ 24 em relação à estimativa anterior reflete mudanças nas projeções de inflação e de crescimento econômico usadas no cálculo.

Vale reforçar que o valor de R$ 1.741 ainda é uma projeção, não o valor definitivo.

O número final só será confirmado no fim de 2026, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro, indicador que entra no cálculo do reajuste.

O reajuste do salário mínimo será acima da inflação?

 Segundo o Ministério da Fazenda, o reajuste projetado para 2027 embute um ganho real, ou seja, acima da inflação, de 2,3%.

Isso acontece porque a política de valorização do salário mínimo, criada pela Lei nº 14.663, de 2023, prevê que o piso seja corrigido pela inflação (INPC, de 4,93%) acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior, somada ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Como o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025, segundo o IBGE, esse resultado entra no cálculo do salário mínimo de 2027.

Na prática, isso significa que, além de repor as perdas com a inflação, o valor do salário mínimo deve garantir um ganho de poder de compra para quem recebe o piso, incluindo aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais vinculados ao salário mínimo.

Quando o reajuste do salário mínimo entra em prática?

Se a projeção de R$ 1.741 for confirmada, o novo salário mínimo passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027, mesma data em que os reajustes anteriores entraram em vigor.

Até lá, o processo segue algumas etapas. Depois do envio do PLOA, o texto passa pela análise da Comissão Mista de Orçamento no Congresso Nacional, que pode propor alterações.

O valor oficial do salário mínimo só é definido por decreto presidencial, publicado em dezembro. Antes disso, o IBGE divulga o INPC acumulado até novembro, indicador usado no cálculo do reajuste.

Foi assim que o salário mínimo de 2026 foi fixado em R$ 1.621, por meio do Decreto nº 12.797, assinado em 23 de dezembro de 2025.

O reajuste, uma vez confirmado, impacta diretamente o cálculo de benefícios como aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o seguro-desemprego e o abono salarial, já que nenhum desses valores pode ser inferior ao salário mínimo vigente.

AutorDiandra Guedes
FonteExame
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