Governo central registra déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio

O governo central registrou um déficit primário de R$ 53,257 bilhões em maio, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29), em linha com o esperado pelo mercado e pior do que o déficit de R$40,249 bilhões obtido no mesmo mês de 2025.
Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria deficitário em R$ 53 bilhões no mês passado.
O desempenho do mês passado é resultado de receitas líquidas – que excluem transferências para governos regionais – de R$ 197,977 bilhões, um aumento real de 5,5% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$ 251,233 bilhões, alta real de 9,4%.
Do lado das receitas, o resultado mensal teve ganhos em quase todos os tributos e fontes, mas foi impulsionado por uma alta de R$ 3,8 bilhões na Contribuição Social sobre Lucro Líquido (+36,7%), R$ 2,7 bilhões com Cofins (+9,2%) e R$ 3,1 bilhões com o resultado líquido da Previdência (+5,3%), além de exploração de recursos naturais (+R$ 6,3 bilhões, ou 84,5%).
Os ganhos compensaram o recuo em dividendos, que caíram 76,4% e ficaram R$7,3 bilhões abaixo do observado em maio de 2025.
Nas despesas, houve em maio uma alta de R$ 4,9 bilhões em benefícios previdenciários (+4,2%) e R$ 1 bilhão em abono e seguro-desemprego (+9,8%). Por outro lado, os desembolsos com subsídios, subvenções e Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) caíram 50,5%, um recuo de R$ 1,7 bilhão.
Nos cinco primeiros meses do ano, o governo central acumulou um déficit de R$ 44,385 bilhões, ante saldo positivo de R$ 32,940 bilhões no mesmo período do ano passado. O resultado é o pior para os cinco primeiros meses do ano desde 2020, quando o rombo foi de R$ 319,3 bilhões em meio a massivos desembolsos do governo relacionados à pandemia de Covid-19.
No acumulado em 12 meses, o governo central registrou um déficit de R$ 142,3 bilhões, ou 1,06% do Produto Interno Bruto (PIB).
Para este ano, o governo tem uma meta fiscal de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), mas há uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB e algumas despesas que não são contabilizadas.
