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Sacre Investimentos
BrasilInfraestruturaACSCMDT
30/10/2026
5 min

Governo realiza leilão de transmissão de energia que prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos

Certame será realizado na B3, em São Paulo, e prevê a construção de 1.866 quilômetros de linhas de transmissão e a geração de 20,3 mil empregos

Governo realiza leilão de transmissão de energia que prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos
RESUMO +

O governo federal realiza nesta sexta-feira (30) um leilão de transmissão de energia elétrica com previsão de R$ 8,9 bilhões em investimentos. O certame contempla obras em sete estados, com 1.866 quilômetros de novas linhas e estimativa de geração de 20,3 mil empregos. Os contratos terão duração de 30 anos e os empreendimentos deverão entrar em operação entre 42 e 60 meses após a assinatura.


O governo federal realiza nesta sexta-feira, 30, um leilão de transmissão de energia elétrica com previsão de R$ 8,9 bilhões em investimentos em sete estados brasileiros.

O certame prevê a implantação de 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e seccionamentos, além da geração estimada de 20,3 mil empregos durante a execução das obras.

O leilão será realizado às 10h, na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, e organizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os projetos estão distribuídos por Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.

Além da construção de novas estruturas, o certame contempla a continuidade da operação de 483 quilômetros de linhas de transmissão existentes. Os empreendimentos têm como objetivo ampliar a capacidade de atendimento ao consumo, permitir o escoamento da energia gerada no país e reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN), rede que conecta a maior parte do sistema elétrico brasileiro.

As concessões terão duração de 30 anos. Os prazos previstos para a entrada em operação das instalações variam de 42 a 60 meses, contados a partir da assinatura dos contratos.

Quais estados receberão os maiores investimentos?

O maior conjunto de empreendimentos previsto no leilão abrange Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, com passagem por São Paulo. Os projetos concentram R$ 4,113 bilhões em investimentos, com 1.167 quilômetros de linhas de transmissão e previsão de 8.225 empregos.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), as obras deverão reforçar o atendimento ao Mato Grosso do Sul e ampliar a capacidade de escoamento da geração de energia.

Em São Paulo, um projeto voltado ao atendimento da Região Metropolitana da capital prevê R$ 1,071 bilhão em investimentos. O empreendimento contempla 45 quilômetros de linhas e estimativa de 2.676 empregos.

No Paraná, outros dois projetos somam R$ 1,46 bilhão, com 177 quilômetros de novas linhas e previsão de 3.336 empregos. As instalações deverão beneficiar a Região Metropolitana de Curitiba e as regiões Oeste e Sudoeste do estado.

No Nordeste, os empreendimentos exclusivos da Bahia e da Paraíba representam R$ 1,16 bilhão em investimentos. São 351 quilômetros de novas linhas, com estimativa de 3.132 empregos.

As obras deverão ampliar a capacidade de atendimento ao Sul e Centro-Sul da Bahia e ao Sertão paraibano.

Outro projeto, que conecta Bahia e Goiás, prevê R$ 317 milhões em investimentos, 126 quilômetros de linhas e geração estimada de 792 empregos. O objetivo é reforçar o fornecimento de energia ao Nordeste goiano.

Em Rondônia, estão previstos R$ 753,2 milhões em investimentos e a geração de 2.151 empregos. As intervenções serão realizadas na subestação Coletora Porto Velho, com o objetivo de ampliar a estabilidade do sistema de transmissão que atende Rondônia e Acre.

Investimentos em transmissão somam R$ 69,6 bilhões entre 2023 e 2026

O leilão faz parte de um ciclo de expansão da infraestrutura de transmissão de energia elétrica no país.

Segundo o governo federal, os investimentos estimados para o setor entre 2023 e 2026 somam R$ 69,64 bilhões em valores originais. Quando corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o montante chega a R$ 77,54 bilhões.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que aampliação da rede de transmissão busca acompanhar o crescimento da demanda por eletricidade e criar condições para novos empreendimentos.

"Esse ciclo de investimentos amplia os caminhos da energia, fortalece a segurança do abastecimento e cria condições para novos empreendimentos e empregos", afirmou o ministro, em comunicado.

As linhas de transmissão são responsáveis por transportar grandes volumes de energia elétrica das usinas geradoras até os centros de consumo e as redes de distribuição.

A expansão dessa infraestrutura é necessária para conectar novos empreendimentos de geração ao sistema e ampliar a capacidade de transporte de energia entre diferentes regiões do país.

Após o leilão, os vencedores ficarão responsáveis pela implantação e operação dos empreendimentos, conforme as condições dos contratos de concessão.

A conclusão das obras dependerá dos cronogramas de cada projeto, com previsão de entrada em operação entre três anos e meio e cinco anos após a assinatura dos contratos.


Perguntas frequentes sobre o leilão de transmissão de energia

Quando será o leilão de transmissão de energia? +

O leilão está marcado para sexta-feira, 30 de outubro de 2026, às 10h, na B3, em São Paulo.

Qual é o valor dos investimentos previstos? +

O certame prevê aproximadamente R$ 8,9 bilhões em investimentos para ampliar e reforçar a infraestrutura de transmissão de energia elétrica no Brasil.

Quais estados serão contemplados? +

Os projetos abrangem Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.

Quantos empregos serão gerados? +

A estimativa do governo federal é de aproximadamente 20,3 mil empregos durante a implantação dos empreendimentos.

Quantos quilômetros de linhas serão construídos? +

O leilão contempla 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e seccionamentos, além da continuidade da operação de 483 quilômetros de linhas existentes.

Quando as obras deverão ficar prontas? +

Os empreendimentos têm prazos previstos de entrada em operação entre 42 e 60 meses após a assinatura dos contratos de concessão, que terão duração de 30 anos.

AutorAndré Martins
FonteExame
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