Governo Trump minimiza marcha de supremacistas brancos nos EUA

Um integrante do alto escalão do governo do presidente Donald Trump minimizou neste domingo, 5, a marcha de um grupo de supremacistas brancos realizada na véspera em Washington, durante as comemorações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos, e defendeu o direito à liberdade de expressão previsto na Constituição americana.
No sábado, 4, enquanto milhares de pessoas participavam das celebrações do 4 de Julho, centenas de manifestantes mascarados, alguns carregando bandeiras confederadas e outros exibindo símbolos do grupo supremacista Patriot Front, marcharam pela capital americana gritando: "Vamos recuperar os Estados Unidos!".
Em entrevista à CNN, o secretário do Interior, Doug Burgum, afirmou que discorda das ideias defendidas pelo grupo, mas ressaltou que elas estão protegidas pelo direito à livre manifestação.
"O que eles defendem é algo com que eu jamais poderia concordar. Mas um dos princípios fundamentais dos Estados Unidos, que torna a democracia bagunçada, é a liberdade de expressão", disse.
Burgum acrescentou que, embora considere algumas manifestações "ofensivas e condenáveis", a legislação americana garante esse direito.
"Estamos em um país onde alguém pode se candidatar e ser eleito declarando-se comunista, ainda que isso seja justamente contra o que nossa nação tem combatido", afirmou.
Vestidos com calças e bonés cáqui e camisas azul-marinho, os manifestantes, aparentemente liderados por Thomas Rousseau, fundador do Patriot Front, ocuparam estações do metrô de Washington, concentraram-se em frente à Union Station e seguiram em marcha em direção à região do Capitólio, segundo relatos locais.
