Grupo de Trabalho de Tokenização da CVM recebe 11 propostas para testes
ABToken enviou duas propostas de pilotos e ABcripto propôs que CVM fiscalize ativos tokenizados diretamente

O Grupo de Trabalho de Tokenização (GTT) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou que recebeu 11 propostas de pilotos para testes em sua iniciativa de operações experimentais com blockchain.
As propostas foram submetidas por cinco associações e sete empresas.
As associações são: Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto), Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken) e Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Já as empresas são B3, BEE4 e Núclea (com a mesma proposta), CSD, Liqi e Real Price & Registro de Imóveis do Brasil.
Projetos de ABToken e ABcripto
Em nota enviada à EXAME, a ABToken, que enviou duas das 11 propostas, afirma que o projeto prevê testes com debêntures e cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). Serão utilizados ativos e recursos fictícios em cenários simulados que envolvem a aquisição de debêntures por um FIDC.
De acordo com a associação, um dos diferenciais do projeto é a adoção de uma arquitetura multirrede, que combina ambientes públicos e permissionados.
Participam do projeto Parfin, Banco Inter, Capitare, CertiK, Taurus, Hypernative, Stellar, XDC Network, Mercado Bitcoin, JustToken, RTM, Chainlink e ZKsync.
"A atuação conjunta permitirá testar diferentes componentes da infraestrutura e suas possibilidades de integração em operações do mercado de capitais. Cada participante contribuirá dentro de seu campo de atuação, conforme as responsabilidades e as formalizações previstas para o ambiente experimental", diz a ABToken.
Já a ABcripto detalhou em painel de evento do GTT o projeto de plataforma integrada que reúne emissão/escrituração, custódia e negociação, sem intermediário nem depositário central. Nele, a CVM atuaria menos por meio de reportes e passaria a fazer uma supervisão ativa, como observadora dentro da rede.
"Apesar de a gente estar desenvolvendo um modelo novo de atuação e de execução, os princípios básicos de supervisão não mudam", disse Julia Rosin, presidente da ABCripto.
Julia falou também sobre a necessidade de alterar leis e resoluções do Banco Central quando a CVM sair do ambiente de testes.
