Grupo GPS (GGPS3) anima o mercado após nova aquisição; veja as recomendações dos bancos

A aquisição de 65% do Grupo Aster traz perspectivas positivas para o Grupo GPS (GGPS3), afirmam analistas do mercado financeiro.
A compra, anunciada nesta segunda-feira (1) após o fechamento do mercado, reforça a estratégia de crescimento via aquisições da companhia na visão do BTG Pactual, Itaú BBA e Bradesco BBI.
Na manhã de hoje, por volta das 11h40, as ações da companhia cresciam cerca de 5,4% no Ibovespa.
Segundo o BTG, apesar de ser uma transação de pequeno porte, com cerca de R$ 100 milhões em receita atribuível à GPS, o banco acredita que ela demonstra a continuidade da execução de fusões e aquisições, estimadas em mais de R$ 4 bilhões. O banco indica a compra da companhia, no preço-alvo de R$ 24.
Para o BTG, outro ponto positivo da movimentação é a linha de atuação da Aster, que tem como foco facilities e segurança, negócios tradicionais do GPS. Diante disso, o banco afirma que não devem acontecer grandes desafios de integração.
O Bradesco BBI também concorda com a avaliação de compra, determinando preço-alvo de R$ 22. Os analistas destacam em relatório que a aquisição se soma às compras da Uniflex e do Grupo SEI, totalizando R$ 587 milhões em receita bruta, equivalente a cerca de 39% da estimativa de receita do grupo para 2026. Na percepção do BBI, o impacto sobre o endividamento do GPS não deve ser relevante.
Apesar de apontar também uma visão positiva sobre as novas movimentações da companhia. O BBA ainda recomenda cautela no curto prazo, sustentando a avaliação apresentada no fim de maio, quando o banco indicou um 2T26 potencialmente fraco para o GPS. O banco segue com a recomendação de outperform e com o preço-alvo de R$ 20.
*Com supervisão de Vitor Azevedo
