Grupo Mateus (GMAT3) cai mais de 4% após auto bilionário da Receita; veja o que dizem os analistas

Analistas do mercado financeiro avaliam que o auto de infração de R$ 1,3 bilhão aplicado pela Receita Federal ao Grupo Mateus (GMAT3) adiciona uma nova camada de incerteza à tese de investimento da companhia.
Apesar de o impacto financeiro imediato ser considerado limitado, os bancos destacam que a autuação se soma a um cenário já desafiador para a varejista, com demanda mais fraca, juros elevados e maior concorrência.
Na tarde de hoje (30), por volta das 13h50, as ações da companhia caíam cerca de 4,4% no Ibovespa.
O valor do auto de infração é referente a cerca de 15% do valor de mercado do Grupo Mateus e se soma a outros entraves enfrentados pela companhia, na visão do BTG Pactual e do Safra.
Os bancos destacam a demanda mais fraca, maior competição no setor de varejo alimentar, juros elevados e até mesmo maior competição das apostas esportivas pela renda disponível dos consumidores, como problemas que se somam à autuação, pressionando as expectativas de vendas.
Segundo a XP Investimentos e o Bradesco BBI, o impacto no caixa não deve ser relevante no curto prazo, tendo em vista que “a discussão administrativa (e potencialmente judicial) tende a ser longa, com duração estimada de pelo menos 10 anos”.
Entretanto, a expectativa é de que as ações comecem a sofrer com reações negativas e volatilidade “à medida que notícias adicionem mais uma camada de incerteza à tese do investimento”.
O Safra manteve a recomendação neutra para a companhia, com preço-alvo de R$ 4,5 frente ao preço atual de R$ 3,83, representando um potencial de valorização de 17%.
*Com supervisão de Kaype Abreu
