Häagen-Dazs deixa o Brasil: veja onde ainda é possível comprar os sorvetes
Marca deixará de distribuir seus sorvetes no país após 29 anos, mas produtos ainda podem ser encontrados em supermercados, empórios e no iFood

A marca de sorvetes Häagen-Dazs, parte do portifólio da General Mills, sairá do Brasil neste ano. A empresa confirmou a saída da linha de sobremesas no país nesta segunda-feira, 24, finalizando um período de 29 anos no mercado brasileiro.
"A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026", afirmou a General Mills em nota.
Conhecida como uma dos primeiros grandes nomes da sorveteria premium no país, a marca norte-americana se tornou querida por diversos consumidores e restaurantes. Produzida na Europa e nos EUA, ela antecipou a tendência da sorveteria gourmet, um segmento que atualmente conta com grandes empresas como Bacio di Latte e Gelatto Borelli no mercado nacional.
Essa saída não é repentina. Desde 2018, com o fechamento das sorveterias próprias da marca, como a do Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, as operações brasileiras da Häagen-Dazs têm diminuído.
Diversos internautas reagiram pedindo para a marca não ir embora do Brasil tanto nos comentários do perfil da marca no Instagram, quanto em publicações jornalísticas sobre o assunto.
Gente, eu vi há pouco aqui na rede sobre a Häagen-Dazs estar saindo do Brasil e fui confirmar a informação, porque é uma marca de sorvete que eu gosto muito, apesar de ser cara, tá? Ela é muito gostosa.
Inclusive, em alguns restaurantes, eles usam o sorvete da Häagen-Dazs para… pic.twitter.com/AZCWCcGsES
— Ju Veiga (@JuulianaVeiga) August 24, 2026
Para consumidores que ainda buscam potes de sabores como "Macadamia Nut Brittle", "Strawberry Cheesecake" e "Cookies and Cream", ainda é possível comprar unidades do sorvete em diversas grandes redes de supermercado no país.
Onde ainda vende Häagen Dazs?
Mercados de redes como Pão de Açúcar, Carrefour, Zona Sul, Saint Marche e Oba Hortifruti ainda vendem os sorvetes. Além disso, empórios especializados em São Paulo como Empório Fasano e VIP Supermercados.
Online, há também supermercados no iFood que disponibilizam o produto, a depender da localização do cliente.
Reorganização da General Mills
O Grupo 3corações anunciou em março a aquisição das operações da americana General Mills no Brasil em uma transação avaliada em R$ 800 milhões. O acordo inclui marcas tradicionais do mercado alimentício brasileiro, como Yoki e Kitano, e representa um passo estratégico para além do segmento de cafés.
“Estamos entusiasmados com a chegada das marcas amadas pelo consumidor Yoki e Kitano. Este é um passo fundamental em nosso propósito de estar cada vez mais próximos da família brasileira, fazendo-nos presentes em diferentes ocasiões de consumo”, afirmou Pedro Lima, presidente do Grupo 3corações, em nota.
A General Mills foi criada em 1866 e ganhou escala ao longo das décadas seguintes com cereais como Cheerios, Lucky Charms e Cinnamon Toast Crunch, além de barras de cereais e snacks da marca Nature Valley.
Mas a chegada da General Mills no Brasil começou em 1997 com a chegada da Häagen-Dazs. Após 29 anos, a venda da operação brasileira para o Grupo 3corações fez parte de uma estratégia global da General Mills de reorganizar seu portfólio e concentrar investimentos em categorias prioritárias.
“A decisão está alinhada à estratégia corporativa chamada Accelerate, voltada para melhorar a rentabilidade e direcionar investimentos para plataformas globais com maior potencial de crescimento, como sorvetes super premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets”, disse a companhia em nota.
Após a conclusão da transação, que deve acontecer no final deste ano, a General Mills terá transferido quase 1/3 de seu portfólio global por meio de aquisições e desinvestimentos desde 2018.
No Brasil, a General Mills inclui operações industriais e logísticas em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT). Juntas, as atividades locais contribuíram com cerca de US$ 350 milhões em vendas líquidas no ano fiscal de 2025.
Quando o recorte é global, a General Mills gerou vendas líquidas de US$ 19 bilhões no ano fiscal de 2025.
