Hackaton só para mulheres premia carteira cripto para vítimas de violência doméstica
Premiação buscou fomentar o aprendizado e maior participação feminina no desenvolvimento com criptoativos

O hackaton Hack4Freedom premiou em sua primeira edição brasileira o projeto Satra, que criou uma carteira de bitcoin disfarçada de calculadora para mulheres em situação de violência doméstica guardarem uma reserva financeira sem deixar rastro.
Voltado a enfrentar a violência patrimonial, o Satra recebeu US$ 2 mil. A equipe por trás dele é composta por Ingrid Gama (back-end), Trícia Linewberg (designer de experiência de usuário) e Giovanna Gardinali (desenvolvedora de front).
O segundo lugar, por sua vez, ficou com o Lightning Receivables Protocol, que recebeu US$ 1 mil ao construir um protocolo de antecipação de recebíveis já confirmados para pequenos empreendedores que precisam de liquidez. As desenvolvedoras premiadas foram Larissa Barros, pelo back-end, e Zambia Firmo, responsável pelo design de produto.
Completando o pódio, o projeto Iris ganhou US$ 500 como uma plataforma comunitária com foco em promover liquidez para compra de remédios para pessoas trans com bitcoin. A equipe tem Luna Ribeiro no back-end, Lydia Amorim, como designer de produto, e Kássia Nunes, que fez o front end.
O Hack4Freedom foi exclusivo para mulheres por causa da baixa participação feminina nas áreas técnicas e de desenvolvimento do ecossistema Bitcoin. Ao longo de duas semanas, a programação teve mais de 20 atividades, que envolveram workshops, palestras e mentorias sobre desenvolvimento em Bitcoin e suas aplicações.
Ingrid Gama disse que a participação no evento superou suas expectativas permitiu desenvolver habilidades que vão além da programação.
