Hapvida (HAPV3) salta 8% com expectativa de melhora operacional
Em dia marcado pela volatilidade pré-eleitoral, as ações da Hapvida (HAPV3) destacam-se na ponta positiva do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (2). Por volta de 14h (horário de Brasília), HAPV3 tinha alta de 8,32%, a R$ 7,55, perto da máxima intradia. Acompanhe o Tempo Real. Apesar da alta, HAPV3 acumula queda de 49% desde janeiro, sendo […]

Em dia marcado pela volatilidade pré-eleitoral, as ações da Hapvida (HAPV3) destacam-se na ponta positiva do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (2).
Por volta de 14h (horário de Brasília), HAPV3 tinha alta de 8,32%, a R$ 7,55, perto da máxima intradia. Acompanhe o Tempo Real.
Apesar da alta, HAPV3 acumula queda de 49% desde janeiro, sendo o papel com pior desempenho entre as negociadas no IBOV.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a ação é impulsionada pela visão positiva do banco de investimentos Jefferies, que tem recomendação de compra para HAPV3 e preço-alvo de R$ 19, o que implica em um potencial de alta de 172% sobre o preço da última quinta-feira (1).
Ainda segundo Perri, o mercado reage a sinais de melhora operacional da operadora de saúde. De acordo com informações da Bloomberg, a Hapvida contratou o BTG Pactual e a XP para avaliar uma operação de sale-leaseback, envolvendo alguns de seus hospitais.
Nesse modelo, a empresa venderia imóveis hospitalares a investidores e continuaria a operá-los por meio de contratos de aluguel de longo prazo.
A transação, segundo a agência de notícias, pode levantar até R$ 1,5 bilhão para a companhia e as conversas ainda estão em estágio inicial.
“Se, por um lado, a operação aumenta as despesas, já que a empresa passa a pagar aluguel por um ativo que antes era próprio, por outro, permite à operadora reduzir a alavancagem no curto prazo. Isso, por si só, traz um fôlego financeiro interessante, enquanto busca avançar no turnaround operacional”, avalia Perri, da Forum Investimentos.
O Money Times contatou a Hapvida sobre a possível operação. Em caso de resposta, o texto será atualizado.
Os números de Hapvida
No segundo trimestre (2T26), a Hapvida registrou lucro líquido ajustado de R$ 12,5 milhões, tombo de 95,8% ante o resultado registrado um ano antes e apresentou também resultados piores de judicialização, sinistralidade e endividamento.
“O resultado abaixo do esperado no Ebitda e a aceleração dos novos depósitos judiciais, somados a um custo médico caixa por beneficiário já elevado, tornam consideravelmente mais difícil projetar um novo patamar de resultados”, avaliaram os analistas Thiago Marmo e Ricardo Boiati, do Safra, na época.
Desde então, os bancos revisaram para baixo as estimativas da companhia. Em relatório recente, o UBS BB avaliou que grande parte das dificuldades enfrentadas pela operadora de saúde já estava refletida nos preços, ainda faltam evidências concretas de que a recuperação operacional da companhia esteja de fato em andamento.
Segundo os analistas do banco, a ação deixou de ser um típico caso de investimento baseado apenas na expectativa de recuperação futura. Ainda assim, a concretização dessa tese depende da capacidade da empresa de melhorar seus resultados operacionais.
