Hora de entrar é agora: gestora diz que o ciclo de 4 anos do bitcoin está vivo dá sinal de compra

A gestora 21Shares reafirmou seu cenário-base de que o bitcoin voltará aos US$ 100 mil até o fim deste ano e disse que o momento atual é um bom ponto de entrada no ativo.
Em relatório assinado por Maximiliaan Michielsen, da equipe de research da 21Shares, a gestora diz que o famoso ciclo de quatro anos do bitcoin não foi quebrado, só “amadureceu”, entregando um bear market (mercado de queda) menos violento.
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“Quando 2026 começou era quase consenso que os ETFs [fundos negociados em bolsa] haviam quebrado o ciclo de quatro anos do bitcoin, mas o movimento do preço ainda segue os ritmos pós-halving passados”, escreve o especialista. O halving é o evento programado que ocorre a cada quatro anos no qual a recompensa aos mineradores por descobrir novos blocos de validação do bitcoin cai pela metade.
“Se o ciclo estiver intacto, seus padrões nos indicam quando esse bear market chegará ao fim. Com base nesse modelo, estamos entrando na janela temporal em que o bitcoin historicamente atingiu seu fundo”, avalia.
Bitcoin chegou ao fundo ou está perto dele
Michielsen diz que todas as grandes oportunidades de acumulação de bitcoin começaram em zonas de preço como a atual. “Os níveis atuais foram atingidos em menos de 5% do tempo no histórico de negociação do bitcoin, e todas as ocorrências anteriores resultaram em uma forte recuperação plurianual”, lembra.
Para o especialista da 21Shares, o bitcoin está chegando a seu fundo, pois nos últimos três ciclos a criptomoeda bateu o fundo da queda por volta de um ano depois de fazer sua máxima histórica e dois anos e meio depois do halving anterior. “Oito meses após o pico de outubro, estamos entrando nessa janela agora”, diz.
Além disso, ele ressalta que o investidor mediano está sem lucro nem prejuízo em sua posição com bitcoin, algo que em todos os ciclos anteriores marcou o ponto mais baixo e não o começo de um colapso maior.
“E o impacto recai principalmente sobre os compradores recentes: os detentores de longo prazo acumularam cerca de US$ 19 bilhões desde o pico e detêm um volume recorde de oferta. O ‘smart money’ não sai nesses níveis; ele acumula”, argumenta.
O que dizem os gráficos?
Usando análise técnica, o especialista aponta que o bitcoin opera atualmente na sua média móvel de 200 semanas, com preço realizado (valor médio pago pelos investidores que têm bitcoin hoje) abaixo dela. Isso, segundo Michielsen, é um nível de suporte em todos os ciclos anteriores e que foi testado e se manteve firme em fevereiro e junho.
Grafico do bitcoin com indicação das médias móveis (crédito: 21Shares)
“Paralelamente, a média de 50 semanas converge para a de 100 semanas, um cruzamento observado apenas três vezes na última década (2015, 2019 e 2022), sempre com uma diferença de poucas semanas em relação ao fundo do ciclo.”
Mesmo otimista para o bitcoin no ano, a 21Shares não descarta mais volatilidade no caminho. O relatório diz que um fechamento abaixo de US$ 58 mil para a maior das criptomoedas abre caminho para um recuo à zona de US$ 50 mil a US$ 55 mil.
“Consideramos esse o cenário de menor probabilidade. O único fator de incerteza que merece acompanhamento é o modelo de financiamento da Strategy. No entanto, representando cerca de 4% da oferta, trata-se de um fator adverso, e não de uma ameaça sistêmica”, conclui o relatório.
