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Sacre Investimentos
Mundo
13/10/2026
3 min

Houthis ameaçam resposta "dolorosa" aos EUA e ataque atrasa jogo de Cristiano Ronaldo em Riad

Grupo iemenita adverte Washington contra intervenção militar direta enquanto Riad intercepta projéteis, fecha aeroporto e registra atraso em jogo de Cristiano Ronaldo

Houthis ameaçam resposta "dolorosa" aos EUA e ataque atrasa jogo de Cristiano Ronaldo em Riad

O grupo rebelde houthi, alinhado ao Irã, ameaçou nesta segunda-feira, 12, responder de forma "rápida e dolorosa" a uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos na guerra do Iêmen. O alerta de Sanaa ocorre após a Arábia Saudita intensificar os pedidos de apoio internacional diante de uma nova onda de disparos de mísseis balísticos e drones contra seu território, afetando o setor de energia e a infraestrutura de transportes do país.

As tensões atingiram novo pico durante a noite, com o acionamento de alertas de emergência no aplicativo de segurança nacional em Riad. O aviso à população para buscar abrigo atrasou em uma hora o início da partida de futebol entre o Al Nassr, equipe do astro português Cristiano Ronaldo, e o Neftchi Fergana. Logo após os alertas, a coalizão liderada por Riad informou ter interceptado um míssil balístico sobre a capital e outros dois projéteis disparados em direção à cidade de Khamis Mushait, no sudeste saudita.

"Se os Estados Unidos se envolverem na agressão contra o Iêmen, a resposta será rápida e dolorosa, visando os EUA e todos os seus interesses na região", declarou à AFP Mohamed Al Bukhaiti, membro do escritório político houthi. O dirigente advertiu que o grupo pretende atingir "o conjunto das infraestruturas sauditas" e voltou a orientar que trabalhadores e civis se afastem de refinarias e aeroportos.

Trump critica rebeldes e Arábia Saudita exibe danos em aeroporto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se pronunciar sobre a crise, afirmando que "os houthis estão se comportando muito mal", após ter classificado como inaceitável o ataque de sábado contra Riad, que deixou 13 mortos e mais de 300 feridos no episódio mais letal no reino em uma década. Em resposta aos ceticismos sobre o impacto dos bombardeios, o governo saudita divulgou imagens de câmeras de segurança mostrando o momento em que um projétil atingiu o terminal do Aeroporto Internacional Rei Khalid, que segue com as operações suspensas.

As perturbações no espaço aéreo provocaram o cancelamento em massa de voos por companhias internacionais no momento em que o país recebe um elevado fluxo de peregrinos muçulmanos para Meca e Medina, além de executivos para o Fórum Internacional de Energia. O ministro da Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, reconheceu a pressão sobre a infraestrutura do maior exportador de petróleo do mundo, mas reiterou que o reino prepara uma resposta firme.

Avanço territorial no Iêmen e oferta de mediação do Irã

Paralelamente aos disparos transfronteiriços, os confrontos em solo iemenita ganharam intensidade após a ofensiva do grupo rebelde que assumiu o controle estratégico do Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho. Nas últimas 24 horas, combates violentos em torno da cidade de Taiz deixaram mais de 60 mortos entre tropas governamentais e insurgentes.

Diante da escalada que fez o preço do barril de petróleo saltar para US$ 105 no mercado internacional, o governo do Irã manifestou "profunda preocupação" e colocou-se à disposição para intermediar um diálogo político entre Riad e Sanaa. Autoridades sauditas confirmaram os contatos diplomáticos com Teerã, mas não indicaram adesão à proposta de mediação até o momento.

AutorDa Redação
FonteExame
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