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29/07/2026
3 min

Hypera (HYPE3) ganha impulso na ‘corrida das canetas’ após aval da Anvisa; Santander vê alta de 37% para ação

A aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o registro de novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida reforça a posição da Hypera (HYPE3) na disputa por esse mercado no Brasil, segundo avaliação do Santander. Nesta terça-feira (29), a companhia recebeu autorização para comercializar dois produtos — Zempneo, registrado pela Brainfarma, e Semavy, […]

Hypera (HYPE3) ganha impulso na ‘corrida das canetas’ após aval da Anvisa; Santander vê alta de 37% para ação

A aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o registro de novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida reforça a posição da Hypera(HYPE3) na disputa por esse mercado no Brasil, segundo avaliação do Santander.

Nesta terça-feira (29), a companhia recebeu autorização para comercializar dois produtos — Zempneo, registrado pela Brainfarma, e Semavy, pela Cosmed — do nicho de fármacos à base de GLP-1, usados no tratamento do diabetes e conhecidos pelo combate à obesidade, como o Ozempic.

Para os analistas do banco, a decisão da Anvisa representa um “headline positivo” para a Hypera, que deve lançar o medicamento nos próximos meses, e reforça a tese de que a companhia será uma das principais beneficiadas após o vencimento da patente da semaglutida, ocorrido em março.

Apesar da notícia favorável, às 14h (de Brasília), as ações da farmacêutica recuavam 1,12% na bolsa de valores, negociadas a R$ 21,20, enquanto, no mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, caía 1,02%.



Ao todo, a Anvisa aprovou o registro de cinco novas canetas de semaglutida no Brasil, distribuídas entre Ávita Care, Sun Pharma, Ranbaxy e a própria Hypera.

Apesar de ter obtido registro para dois medicamentos, a Hypera informou que, no curto prazo, concentrará sua estratégia comercial apenas no Semavy, que será vendido sob a marca Mantecorp.

De acordo com o Santander, a novidade pode abrir espaço para revisões positivas nas estimativas de resultados da farmacêutica, embora o banco tenha mantido, ao menos por ora, a projeção de que a semaglutida deverá adicionar entre 3% e 4% ao Ebitda incremental da companhia em 2027 e 2028.

Na avaliação dos analistas, a empresa também larga em vantagem por já contar com uma estratégia de comercialização definida e por possuir uma robusta equipe de visitação médica, com cerca de 1.200 profissionais.

Além disso, segundo o Santander, Sun Pharma e Ranbaxy, embora também tenham recebido aprovações da Anvisa, não devem atuar como concorrentes diretas da Hypera neste primeiro momento.

Isso porque, segundo declarações do CEO, a Sun Pharma é responsável pela fabricação do Semavy, atuando como parceira na produção do medicamento.

Já a Ávita Care, por outro lado, é vista como a principal nova concorrente da Hypera no mercado brasileiro, ainda que o Santander ressalte que a empresa possui uma estrutura comercial significativamente menor.

A estimativa do banco é de que as vendas do Semavy para distribuidores e farmácias, bem como ao consumidor final, comecem até o fim de setembro, em linha com as expectativas recentes.

O Santander mantém recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações HYPE3, com preço-alvo de R$ 29, o que representa um potencial de valorização (upside) de aproximadamente 36,8% em relação à cotação atual.

AutorIgor Grecco
FonteMoney Times
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