IA como cuidadora de idosos? Como a tecnologia vem ajudando a terceira idade na Coreia do Sul

Na Coreia do Sul, bonecas equipadas com inteligência artificial estão redefinindo o conceito de cuidado para a terceira idade. Mais do que simples dispositivos, esses companheiros tecnológicos interagem por voz, lembram horários de medicamentos, sugerem exercícios, reproduzem músicas e respondem a dúvidas cotidianas, funcionando como uma presença constante na rotina de quem vive sozinho.
A iniciativa surge em um momento crítico: o país registra uma das menores taxas de natalidade do mundo e convive com o envelhecimento acelerado de sua população. Diante desse cenário, o governo e o setor privado sul-coreano intensificaram os investimentos em soluções tecnológicas voltadas ao cuidado e à autonomia dos idosos.
Como funcionam as bonecas com inteligência artificial
Desenvolvidas por empresas locais em parceria com instituições públicas, as bonecas inteligentes já integram programas sociais e projetos-piloto direcionados, sobretudo, a idosos que vivem sem companhia. Além da interação diária, modelos mais avançados monitoram padrões de comportamento e enviam alertas automáticos a familiares ou equipes de assistência quando detectam mudanças na rotina do usuário.
A tecnologia também registra dados sobre hábitos cotidianos, como horários de sono, frequência de interação e atividades realizadas ao longo do dia. Essas informações alimentam equipes de assistência social, ajudando a identificar necessidades emergentes e a ampliar o alcance dos programas de apoio à terceira idade.
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Coreia do Sul quer expandir o programa para outros países
O modelo sul-coreano já desperta interesse internacional. O governo estuda exportar tanto a tecnologia quanto a metodologia dos programas sociais para outras nações com perfil demográfico semelhante, como Japão e Alemanha. Segundo projeções oficiais, a expectativa é ampliar o número de unidades distribuídas domesticamente em 40% até 2027, priorizando regiões rurais onde o acesso a serviços de saúde é mais limitado.
Para especialistas em políticas públicas, o caso sul-coreano pode servir de referência para países que ainda buscam soluções escaláveis para o envelhecimento populacional, incluindo o Brasil, que deve ter mais de 30% da sua população acima de 60 anos até 2050.
