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InvestMercadosACS
30/07/2026
5 min

Ibovespa acompanha alta no exterior após dado de inflação nos EUA

Índice reage a dados fracos de PIB e PCE nos EUA, que reduzem a pressão por alta adicional de juros

Ibovespa acompanha alta no exterior após dado de inflação nos EUA

O Ibovespa opera em alta de 0,37%, aos 174,5 mil pontos, por volta das 10h40 (horário de Brasília) desta quinta-feira, 30, acompanhando o alívio nos mercados globais após dados de inflação e crescimento dos Estados Unidos reduzirem a pressão por novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed). No Brasil, investidores monitoram a agenda econômica, com dados do mercado de trabalho, inflação e resultado fiscal no radar.

Entre as blue chips, a Vale (VALE3) cai 0,28% e a Petrobras (PETR4) sobe 0,24%, apoiada pela alta do petróleo em meio ao avanço das hostilidades entre EUA e Irã. A maior alta do índice no momento é da Motiva (MOTV3), com avanço de 3,67%, no lado negativo os papéis da Ambev (ABEV3) lideram, com recuo de 3,90%. Ambas divulgaram balanços na manhã de hoje.

Também no campo negativo estão Bradesco, com queda de 2,93% (BBDC3) e 2,67% (BBDC4), além de recuos mais brandos em Prio (PRIO3), a -0,17%. Do lado positivo, também estão Braskem (BRKM5), com 2,62%, Axia Energia (AXIA3), 2,43%, C&A (CEAB3), 2,41%, enquanto o setor financeiro opera majoritariamente positivo.

No radar corporativo, a Usiminas (USIM5) divulgou antes da abertura um resultado que superou o consenso de mercado em intensidade, mas com composição distinta da esperada, segundo o head de investimentos da GTF Capital, Artur Horta. O lucro líquido somou R$ 428 milhões, acima da previsão de R$ 248 milhões.

Ainda na agenda doméstica, o mercado de trabalho formal criou 145.161 vagas com carteira assinada em junho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Trata-se do pior resultado para o mês desde 2020, fruto de 2.220.131 admissões ante 2.074.970 desligamentos.

Já o Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) recuou 1,16% em julho, após queda de 0,50% em junho, acumulando alta de 2,08% no ano e de 2,76% em 12 meses. O economista do FGV Ibre, Matheus Dias, atribui o resultado à nova baixa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). O Índice de Preços ao Consumido (IPC) também desacelerou.

Mais cedo, o núcleo do índice de gastos com consumo pessoal (PCE) dos Estados Unidos, medida de inflação preferida do Fed, avançou 0,1% em junho, abaixo da previsão de 0,2%, com o acumulado em 12 meses em 3,3%. O índice cheio recuou a 0,1% no mês e a 3,7% em 12 meses, em linha com o consenso.

O Produto Interno Bruto (PIB) americano do segundo trimestre também cresceu a um ritmo anualizado de 1,5%, abaixo da expectativa de 1,8%, penalizado pela queda nos gastos do governo e pela perda de ritmo dos investimentos e das exportações.

Petróleo devolve parte da alta

O petróleo devolve parte do avanço registrado mais cedo, em meio à volatilidade provocada pela escalada do conflito entre EUA e Irã. O contrato futuro do Brent para outubro recua 1,91%, negociado a US$ 86,41 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) para setembro cai 1,65%, a US$ 83,07.

O movimento ocorre um dia depois de os EUA lançarem uma nova onda de ataques contra o Irã, em resposta aos mísseis balísticos disparados pela Guarda Revolucionária Islâmica contra forças americanas na região, o que frustrou expectativas de uma desescalada do conflito.

Wall Street sobe com alívio após Fed

As bolsas americanas avançam, recuperando parte das perdas da sessão anterior, quando o Fed manteve os juros inalterados. O Dow Jones sobe 0,64%, aos 51.924 pontos, o S&P 500 avança 0,92%, aos 7.383 pontos, o Nasdaq ganha 1,54%, aos 24.819 pontos, e o Nasdaq 100 salta 1,94%, aos 27.720 pontos.

O destaque positivo é a Microsoft, que dispara 8,3% após reportar forte crescimento em seu negócio de nuvem Azure, movimento que arrasta também as ações de semicondutores, com o ETF iShares Semiconductor (SOXX) subindo mais de 3%.

Na direção oposta, a Meta recua 9% depois de projetar receita abaixo do esperado e reportar queda de 91% no fluxo de caixa livre do segundo trimestre.

Os investidores também acompanham o mercado de títulos públicos, com o rendimento da Treasury de 30 anos perto da máxima desde 2007, acima de 5,2%, após subir seis pontos-base na sessão regular de quarta-feira, 29.

Após o fechamento do mercado, é a vez de Apple e Amazon divulgarem seus resultados trimestrais.

Europa opera em alta generalizada

Na Europa, os principais índices operam em terreno positivo. O Stoxx 600 sobe 0,67%, aos 649,32 pontos, o DAX, da Alemanha, avança 0,21%, aos 25.513 pontos, o FTSE 100, de Londres, ganha 0,41%, aos 10.953 pontos, o CAC 40, da França, sobe 0,99%, aos 8.491 pontos, e o FTSE MIB, da Itália, avança 0,64%, aos 51.771 pontos.

O movimento é impulsionado pela divulgação do PIB da zona do euro no segundo trimestre, que cresceu 0,4%, acima da previsão de 0,2% e revertendo a contração registrada nos três primeiros meses do ano. As ações do setor de construção lideram os ganhos, com alta de 1,55%, seguidas pelas mineradoras, a 1,21%, enquanto as montadoras recuam cerca de 1,1%.

Ásia fecha em terreno misto

Na Ásia, os mercados fecharam o pregão em direções distintas. O Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,23%, a 5.593,56 pontos, mesmo com o lucro operacional recorde da Samsung no segundo trimestre, impulsionado pela forte demanda por inteligência artificial (IA), o que não impediu as ações da companhia de fecharem em queda de 0,72%.

O S&P/ASX 200, da Austrália, cedeu 0,78%, a 8.967,70 pontos, enquanto o CSI 300, da China continental, fechou em baixa de 1,10%, a 4.549,72 pontos. Na direção contrária, o Hang Seng, de Hong Kong, avançava 0,25% na última hora de negociação, e o Nikkei 225, do Japão, fechou em alta de 0,71%, a 61.867,43 pontos, apoiado pelos setores de tecnologia e de consumo não cíclico.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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