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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
09/07/2026
5 min

Ibovespa acompanha NY e sobe 1,22% com bancos e Vale; dólar cai para R$ 5,12

Ibovespa acompanha NY e sobe 1,22% com bancos e Vale; dólar cai para R$ 5,12

O Ibovespa fechou o pregão desta quinta-feira, 9, em forte alta, recuperando as perdas das três sessões anteriores e acompanhando o movimento positivo dos mercados internacionais em um dia marcado pela melhora do apetite por risco, apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O principal índice da B3 avançou 1,22%, aos 172.742 pontos, após oscilar entre a mínima de 170.652,87 pontos e a máxima de 172.932,89 pontos. O volume financeiro somou R$ 20 bilhões.

O dólar à vista também refletiu o maior apetite dos investidores por ativos de risco e encerrou o dia em queda de 0,50%, cotado a R$ 5,123, após oscilar entre R$ 5,1130 e R$ 5,155.

Mesmo com a continuidade dos ataques entre Estados Unidos e Irã, investidores aproveitaram para aumentar a exposição a ativos de maior risco, favorecendo moedas de países emergentes. A sessão também teve liquidez reduzida por conta do feriado de 9 de julho em São Paulo, embora bolsa e mercado de câmbio tenham funcionado normalmente.

Na bolsa brasileira, o desempenho foi amplamente positivo. Dos 78 papéis que compõem o Ibovespa, 66 fecharam em alta, sete terminaram estáveis e apenas cinco encerraram o dia no vermelho.

A Vale (VALE3), queoperou em queda durante parte do pregão, reverteu as perdas e fechou com alta de 0,62%. Os bancos também sustentaram o avanço do índice e encerraram a sessão em forte valorização.

Na ponta negativa, as petroleiras concentraram as maiores perdas, acompanhando a queda dos preços internacionais do petróleo. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) recuaram 1,43%, enquanto as preferenciais (PETR4) caíram 1,11%.

Na avaliação de Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, o mercado brasileiro acompanhou principalmente o bom desempenho das bolsas internacionais, impulsionadas pelas empresas de tecnologia.

"O mercado fechou no positivo, próximo de uma alta de 1,2%, acompanhando muito o ativismo do exterior, principalmente com todo esse boom de inteligência artificial. As empresas de tecnologia, de inteligência artificial e de semicondutores performaram muito bem, e isso acabou acompanhando o bom humor externo", afirma.

Segundo o economista, a melhora do humor também foi favorecida pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível retomada das negociações com o Irã. "Hoje o Donald Trump falou que o Irã quer um acordo de novo. Ontem bombardeia, hoje fala que quer um acordo novamente, e o mercado fica nesse vai e volta entre pessimismo e otimismo. Isso ajudou a melhorar o humor dos mercados", diz.

Para André Matos, CEO da MA7 Negócios, a queda das petroleiras refletiu principalmente o movimento de realização nos preços do petróleo apósa forte alta registrada na sessão anterior.

"A Petrobras e outras petroleiras abriram o pregão em alta, mas passaram a cair ao longo da sessão. Ontem elas foram muito pressionadas por causa da escalada do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos. Hoje, o petróleo respirou um pouco por realização e, ao mesmo tempo, o Trump anunciou que o Irã queria voltar a negociar um acordo. O mercado se satisfez com isso e acabou realizando parte dos ganhos", afirma.

Segundo Matos, o mercado doméstico também recebeu suporte de indicadores econômicos positivos. "Tivemos notícias boas, como o recuo do IGP-DI e perspectivas favoráveis para o crescimento do PIB brasileiro. Isso ajudou automaticamente a bolsa local", diz.

Apesar das incertezas externas, o executivo mantém uma visão otimista para os próximos meses.

"Eu não acredito em muito estresse para o dólar nem para o petróleo. Acho que estamos caminhando para um acordo. Os indicadores de inflação vêm saindo favoráveis e acredito que o dólar pode voltar para a casa dos R$ 5. Estou otimista com a bolsa brasileira e acho que os próximos seis meses podem ser muito positivos para o mercado", conclui.

Petróleo devolve ganhos da véspera

Após a disparada registrada na sessão anterior, os contratos futuros do petróleo encerraram esta quinta-feira em queda de cerca de 2%, devolvendo parte dos ganhos mesmo com as tensões entre Estados Unidos e Irã permanecendo elevadas.

O movimento refletiu uma realização de lucros e a avaliação dos investidores de que ainda há espaço para negociações diplomáticas entre os dois países. No fechamento, o Brent para setembro caiu 2,20%, para US$ 76,30 por barril, enquanto o WTI para agosto recuou 1,96%, a US$ 72,08 por barril.

Bolsas em NY sobem com ações de techs

As bolsas em NY também ignoraram os receios envolvendo o conflito no Oriente Médio e fecharam em alta, impulsionadas pelas ações de fabricantes de chips. As ações da Micron dispararam 4,52% após a companhia anunciar US$ 3 bilhões em investimentos para cadeia de suprimentos de chips. A Meta também subiu 4,70% após a Reuters noticiar que a empresa planeja fabricar chips de IA a partir de setembro.

Diante disso, o índice Dow Jones subiu 0,27%, aos 52.487,41 pontos. O S&P 500 ganhou 0,81%, aos 7.543,61 pontos, e o Nasdaq teve alta de 1,30%, aos 26.206,89 pontos.

AutorClara Assunção
FonteExame
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