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InvestMercadosACS
14/10/2026
4 min

Ibovespa amplia perdas com inflação nos EUA e eleição no radar; dólar sobe

Bancos e ações domésticas pressionam o índice, enquanto Petrobras sobe com petróleo em alta

Ibovespa amplia perdas com inflação nos EUA e eleição no radar; dólar sobe

O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira, 14, pressionado por bancos, ações domésticas e empresas ligadas a commodities, enquanto investidores repercutem a inflação dos Estados Unidos e aguardam pesquisas eleitorais sobre o 2º turno presidencial. Por volta das 11h (horário de Brasília), o índice recuava 1,32%, aos 204.166 pontos. O dólar comercial sobe 0,50%, cotado a R$ 5,046.

Na B3, Vale (VALE3) recua 1,44%, mas Petrobras ajuda a limitar as perdas, com PETR3 subindo 1,96% e PETR4, 1,72%, acompanhando a alta do petróleo. Prio (PRIO3) ganha 1,08%

Itaú (ITUB4) cai 1,51%, Banco do Brasil (BBAS3) perde 2,10% e BTG Pactual (BPAC11, do mesmo grupo controlador da EXAME) cede 3,38%. B3 (B3SA3) também cai 3,47%, enquanto Cyrela (CYRE3), Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) recuam mais de 3%.

Inflação dos EUA pressiona ativos brasileiros

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em setembro e 3,7% em 12 meses. O núcleo, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3% no mês, acima dos 0,2% esperados.

A leitura reforçou a pressão sobre os Treasuries e elevou a cautela com a trajetória dos juros do Federal Reserve (Fed), segundo o consultor da Wiser Asset, Fábio Murad.

Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora, destaca que o mercado brasileiro também passa por uma correção depois do forte rali da semana passada. "O movimento reflete a realização de lucros após o rali e a reavaliação dos riscos associados ao cenário político e fiscal."

Pesquisa Quaest mantém eleição no centro do mercado

A disputa presidencial segue entre os principais fatores acompanhados pelos investidores. A pesquisa Quaest prevista para depois do fechamento da quarta-feira deve atualizar o cenário entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Levantamentos recentes mostraram redução da vantagem de Flávio em parte das pesquisas, o que aumentou a cautela depois da forte valorização dos ativos brasileiros na semana passada.

Discussão sobre o fim da escala 6x1 também entra no radar

O mercado acompanha ainda a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas. Segundo Murad, o impacto dependerá do texto final e da adaptação das empresas.

"Isso não significa uma alta automática de 10% na folha: o gasto adicional dependerá da necessidade de contratar, pagar horas extras ou reorganizar equipes", explicou o especialista.

Wall Street abre sem direção única após inflação dos EUA

As bolsas de Nova York operam sem direção única, depois da divulgação da inflação americana. O Dow Jones sobe 0,28%, enquanto o S&P 500 cai 0,29%, o Nasdaq recua 0,42% e o Nasdaq 100 perde 0,60%.

O indicador aumentou a sensibilidade das ações de tecnologia ao cenário de juros mais altos. Além dos dados macroeconômicos, investidores acompanham a temporada de balanços, com resultados de Bank of America, Morgan Stanley e BlackRock entre os destaques do dia.

Petróleo sobe e ajuda Petrobras a destoar do Ibovespa

Os preços do petróleo operam em alta, com investidores ainda atentos aos riscos de oferta no Oriente Médio. O West Texas Intermediate (WTI), referência americana, sobe 1,39%, a US$ 95,45 por barril, enquanto o parâmetro global Brent avança 0,06%, a US$ 105,75.

Bolsas da Europa sobem com mercados atentos aos EUA

As principais bolsas europeias operam majoritariamente em alta, mesmo com a inflação americana mantendo pressão sobre os juros globais. O Stoxx 600 avança 0,36%, enquanto o DAX, de Frankfurt, sobe 0,53%.

O FTSE 100, de Londres, ganha 0,22%, e o CAC 40, de Paris, avança 0,64%. Na contramão, o FTSE MIB, de Milão, recua 0,26%.

Bolsas da Ásia fecham em queda com China no vermelho

Os mercados asiáticos encerraram o pregão majoritariamente em queda. Na China, o índice de Xangai recuou 0,88%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,13%. No Japão, o Nikkei 225 terminou praticamente estável, com baixa de 0,05%.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,64%, enquanto o Nifty 50, da Índia, recuou 0,44%. Os investidores também repercutiram dados da economia chinesa, após números de comércio exterior acima das expectativas.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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