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MercadosACS
05/08/2026
5 min

Ibovespa avança à espera de novo corte na Selic pelo Copom; 5 coisas para saber antes de investir hoje (5)

O Ibovespa (IBOV) com os investidores repercutindo a nova escalada das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, balanços corporativos com destaque para Itaú (ITUB4) e expectativa para a decisão do Copom. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,57%, aos 178.911,76 pontos. No mesmo […]

Ibovespa avança à espera de novo corte na Selic pelo Copom; 5 coisas para saber antes de investir hoje (5)

O Ibovespa (IBOV) com os investidores repercutindo a nova escalada das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, balanços corporativos com destaque para Itaú (ITUB4) e expectativa para a decisão do Copom.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,57%, aos 178.911,76 pontos.



No mesmo horário, o dólar à vista opera em queda ante o real, em linha com desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1195 (-0,22%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,10%, aos 99.763 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (5)

1 – À espera do Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulga a decisão de juros hoje, depois do fechamento do mercado. A expectativa é de que o colegiado corte a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.

Segundo a última atualização, da última segunda-feira (3), as Opções do Copom da B3 aponta 94,75% de chance de o Copom reduzir os juros de 14,25% para 14% hoje. Há também a probabilidade de 1,50% de redução de 0,50 ponto percentual, o que levaria a taxa para 13,75%; e 4,55% de chance de manutenção da Selic.

No comunicado, o mercado também espera alguma sinalização de continuidade do ciclo de cortes na próxima decisão, em setembro.

2 – Pesquisas eleitorais

A Pesquisa Genial/Quaest para a eleição presidencial 2026, divulgada mais cedo, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) com 44% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 39% em um eventual segundo turno. Lula recuou 1 ponto porcentual ante os 45% do levantamento de 15 de julho e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cresceu 2 pontos sobre os 37%.

Com o resultado e mesmo com a vantagem reduzida de 8 para 5 pontos sobre o adversário em um mês, Lula mantém a perspectiva de vitória no segundo turno, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

A PesquisaMeio/Ideia, também divulgada nesta manhã, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) também venceria Flávio Bolsonaro(PL) em um eventual segundo turno. Lula teria 48,5% e o senador, 43%, uma vantagem acima do limite da margem de erro, de 2,5 pontos porcentuais.

3 – Tensão com os EUA

Ontem (4), os EUA revogaram o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, sob o argumento de que o Brasil ainda não concedeu aprovação diplomática formal – o agrément – ao embaixador indicado pelo governo Trump para Brasília e após negativa de vistos a diplomatas norte-americanos.

Em resposta, o Palácio do Planalto considerou que a decisão faz parte de uma escalada motivada por questões ideológicas e que deixa “óbvio” o interesse norte-americano em interferir nas eleições presidenciaisbrasileiras.

“O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas”, informa a nota do Planalto.

4 – Emprego nos EUA

A criação de vagas de trabalho no setor privado dos Estados Unidos desacelerou em julho, segundo o relatório nacional de emprego da ADP divulgado nesta quarta-feira.

O setor privado dos EUA abriu 44.000 postos de trabalho no mês passado, após 95.000 em junho em dado revisado para baixo. Os economistas consultados pela Reuters previam abertura de 70.000 vagas no setor privado, após 98.000 em junho conforme informado anteriormente.

Agora, os investidores ficam à espera do relatório oficial de empregos não-agrícolas, o payroll, que será divulgado na próxima sexta-feira (7).

Os economistas consultados pela Reuters esperam que esse número mostre 80.000 contratações em julho, um aumento em relação às 57.000 de junho, e que a taxa de desemprego se mantenha em 4,2%.

5 – Acordo sobre Ormuz

Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, seu governo teve “conversas muito boas” com o Irã durante as negociações que se estenderam por todo o dia na terça-feira (4), alimentando as expectativas de um fim iminente ao conflito que já dura cinco meses.

“Eles tiveram uma negociação que durou o dia inteiro”, disse Trump ao programa “@ Night”, da Fox News. O Estreito de Ormuz “vai ser aberto muito em breve”, acrescentou Trump. “Se eles recuarem novamente, vão ser duramente atingidos.”

Do outro lado, o Irã afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz depende de uma mudança no comportamento dos EUA e da “correção de suas violações”, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.

Os preços do petróleo, por sua vez, operam em leve alta. Por volta de 10h05 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subiam 0,86%, a US$ 80,05 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro operavam estáveis, a US$ 75,70 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

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*Com informações de Reuters

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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