Ibovespa avança após negociações entre EUA e Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (22)

O Ibovespa (IBOV) abre a primeira sessão da semana em alta com os investidores avaliando o progresso nas negociações do final de semana entre Estados Unidos e Irã.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em ligeira alta de 0,44%, aos 169.073,51 pontos.
O dólar à vista opera em queda ante o real, destoando do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda recuava a R$ 5,1482 (-0,29%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava em alta de 0,12% aos 100.967 pontos,
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (22)
1 – Boletim Focus
As projeções para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a taxa Selic passaram por novos ajustes no Boletim Focus desta semana.
Pela 15ª semana consecutiva, a estimativa para o IPCA de 2026 avançou de 5,30% para 5,33%. Para 2027, a mediana passou de 4,10% para 4,15%, enquanto a projação subiu de 3,68% para 3,70% em 2028.
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No caso da Selic, a mediana também voltou a ser revisada para cima. A projeção para 2026 passou de 13,75% para 14%.
Já a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, por outro lado, subiu de 1,96% para 1,98%.
2 – Ata do Copom e RPM
O mercado continua à espera de maior detalhamento sobre o afrouxamento monetário promovido pelo Banco Central (BC) na ata do Copom, que será divulgada na próxima terça-feira (23), às 8h (horário de Brasília), após ruídos trazidos pelo comunicado.
Parte dos agentes interpretou que o BC foi leniente diante da deterioração inflacionária. Além disso, na quinta-feira (25), o mercado também olhar com atenção o Relatório de Política Monetária (RPM).
3 – IPCA-15
Também na quinta-feira, a prévia da inflação, o IPCA-15 de junho, deve ser acompanhado pelos investidores. A expectativa é de uma nova leitura pressionada, o que vai em linha com as recentes preocupações de piora da inflação.
Na semana, também saem a taxa de desemprego de maio na sexta-feira (26), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o setor externo do mês passado.
4 – Dados dos EUA
Na agenda internacional, na quinta-feira o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, em inglês) de maio, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), será divulgado.
O mercado, por ora, já prevê alta nos juros norte-americanos na reunião de setembro do Fed, após as falas mais duras do novo chair, Kevin Warsh, e a piora nas projeções de inflação no gráfico de projeções individuais, o dot plot.
No mesmo dia, sai a terceira leitura do PIB do primeiro trimestre dos EUA.
5 – Negociações entre EUA e Irã
Autoridades dos EUA e do Irã alcançaram “avanços encorajadores” na primeira rodada de negociações na Suíça, que terminou na madrugada desta segunda-feira, segundo os mediadores, embora a tensão tenha persistido em relação ao Líbano e ao Estreito de Ormuz.
Os mediadores, Paquistão e Catar, afirmaram que as partes concordaram com um roteiro para um acordo final sobre o fim da guerra em 60 dias, apesar de um início tenso, já que Teerã voltou a fechar o estreito e o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou retomar os ataques ao Irã.
Eles afirmaram que os dois lados concordaram com um mecanismo para pôr fim aos combates entre Israel, aliado dos EUA, e militantes do Hezbollah, alinhados ao Irã, no Líbano, e abriram uma linha de comunicação para ajudar a garantir a passagem segura de navios comerciais pelo estreito, uma rota global vital para o abastecimento de petróleo e gás natural liquefeito.
As negociações técnicas continuarão pelo resto da semana no resort suíço de Buergenstock, de propriedade do Catar, segundo o comunicado conjunto.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta segunda-feira, na Suíça, que houve avanços nas negociações com o Irã, com o país concordando em permitir a entrada de inspetores nucleares e com as conversas sobre as inspeções possivelmente começando já nesta semana.
Por volta de 10h15 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para agosto caíam 2,36%, a US$ 78,16 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham recuo de 1,15%, a US$ 74,98 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
*Com informações de Reuters
