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MercadosACS
28/07/2026
5 min

Ibovespa avança com expectativa de corte na Selic após IPCA-15; dólar sobe a R$ 5,12

O Ibovespa (IBOV) avançou com o dado mais fraco da prévia da inflação reforçando a leitura de que o Banco Central deve cortar os juros na reunião de agosto sobre política monetária. Nesta terça-feira (28), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,70%, aos 176.564,75 pontos. Já o dólar à […]

Ibovespa avança com expectativa de corte na Selic após IPCA-15; dólar sobe a R$ 5,12

O Ibovespa (IBOV) avançou com o dado mais fraco da prévia da inflação reforçando a leitura de que o Banco Central deve cortar os juros na reunião de agosto sobre política monetária.

Nesta terça-feira (28), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,70%, aos 176.564,75 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1223, em alta de 0,20%.

Por aqui, os investidores acompanharam a prévia de inflação de julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), registrou alta menos intensa do que a prevista pelo mercado, de 0,21%, segundo o Projeções Broadcast.

A prévia da inflação desacelerou de 0,41% em junho para 0,06% em julho. No acumulado em 12 meses, o índice arrefeceu de 4,80% antes para 4,52% neste mês, ainda ligeiramente acima do teto da meta inflacionária do Banco Central (BC).

O grupo de alimentação registrou deflação, com a sazonalidade de alimentos in natura e contribuição também de carnes, o que aliviou o índice no mês.

Na avaliação do economista do PicPay Matheus Pizzani, o dado de hoje reforça a perspectiva de que o Banco Central possui margem para seguir com o ciclo de calibragem em sua próxima reunião,.

“Embora o quadro inflacionário atual siga frágil e demandando cautela de autoridade monetária, principalmente pela inflação de serviços rodando acima de 5% por mais um mês consecutivo, a trajetória descendente do núcleo e a perspectiva de um comportamento mais estável do IPCA até pelo menos o último bimestre do ano”, afirma.

À frente, porém, os choques relacionados ao El Niño podem começar a comprometer a inflação. O banco projeta Selic terminal de 13,50% em 2026.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de otimismo no Ibovespa, o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com ganho de 0,82%. O Itaú (ITUB4), que detém 8% de participação do IBOV, encerrou com alta de 0,40%, a R$ 42,86.

Petrobras(PETR4;PETR3) destoou do petróleo e registrou ligeira alta: o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro fechou com recuo de 4,41%, a US$ 82,08 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. PETR3 subiu 0,80% (R$ 46,42) e PETR4 registrou avanço de 0,49% (R$ 41,21).

A petroleira divulga logo mais o relatório de produção e vendas do segundo trimestre de 2026.

Já a Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, encerrou estável, a R$ 75,69. O contrato mais líquido da commodity, para setembro, teve baixa de 0,20%, a 741 yuans (US$ 109,51) a tonelada em Dalian, na China.

O CMDB11, ETF do BTG Pactual com uma cesta de ações ligadas a commodities na B3, registrou ganho de 1,97%.

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

A ponta positiva do índice foi encabeçada pela Vamos (VAMO3), que subiu 5,05% (R$ 3,33).

Já a ponta negativa, por outro lado, foi liderada por Telefônica (VIVT3), com recuo de 5,98% (R$ 33,83) e, na sequência, TIM (TIMS3), combaixa de 5,81% (R$ 20,25).

No caso da Telefônica, os analistas do Citijá esperavam alguma pressão sob as ações no pregão desta terça, já que a dinâmica mais fraca de geração de caixa e mais uma frustração recorrente com o lucro devem superar as tendências operacionais saudáveis.

Para o Bradesco BBI, seria injusto classificar o resultado da dona da Vivo como negativo, uma vez que a companhia acelerou o crescimento da receita de serviços e manteve um desempenho resiliente em serviços móveis, inclusive, com a melhor dinâmica entre as três grandes operadoras, na leitura dos analistas.

Já no caso da TIM, a maioria das casas avaliou que a desaceleração da base de clientes com a maior concorrência, tendências operacionais mais fracas e as despesas ainda pressionadas ofuscaram os vetores positivos do resultado. A recomendação neutra foi mantida pelo Itaú BBA, Bradesco BBI e Citi.

Na avaliação do Itaú BBA, o resultado da TIM veio em linha com o esperado, o que ajuda a reduzir o risco de revisões negativas para o consenso das estimativas para o fim de 2026, especialmente após a decepção no primeiro trimestre do ano.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam mistos após nova sessão volátil em reação a balanços corporativos, queda dos preços do petróleo pelo terceiro dia consecutivo e otimismo de avanço nas negociações de paz no Oriente Médio e reabertura do Estreito de Ormuz.

O ‘sell-off‘ em ações de semicondutores continuou a pressionar o índice Nasdaq em meio à espera dos balanços das big techs e temores concentrados nos investimentos massivos em infraestrutura de inteligência artificial (IA).

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +1,03%, aos 52.747,53 pontos;
  • S&P 500: +0,22%, aos 7.429,19 pontos;
  • Nasdaq: -0,22%, aos 24.876,912 pontos.

Na Europa, os índices fecharam o pregão em alta com o alívio nos preços do petróleo e a pausa no conflito no Oriente Médio. O índice pan-europeuStoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,35%, aos 646,89 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram mistos: o índice Nikkei, do Japão, recuou 3,95%, aos 62.364,92 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,41%, aos 25.310,85 pontos.

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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