Ibovespa avança com exterior e IPCA-15 mais forte fica no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (25)
O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta sexa-feira (25) em leve alta, mas caminha para estender a sequência de perdas pela segunda semana consecutiva, em reação à inflação mais forte do que o esperado. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,08%, aos 184.108,85 pontos. […]

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta sexa-feira (25) em leve alta, mas caminha para estender a sequência de perdas pela segunda semana consecutiva, em reação à inflação mais forte do que o esperado.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,08%, aos 184.108,85 pontos.
Já o dólar à vista operava estável ante o real, na contramão com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1937 (0,00%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,29%, aos 100.991 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (25)
1 – Prévia da inflação
A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), subiu 0,70% em setembro, segundo dado divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (25), e fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 4,47%.
O número acelerou tanto na comparação mensal quanto na anual, após deflação de 0,40% em agosto e de 4,24% no acumulado em 12 meses no mês anterior. Mesmo com o avanço, o número indica que a inflação está dentro do teto da meta do Banco Central — de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.
A estimativa do mercado indicava uma alta de 0,53% para o IPCA-15 neste mês, de acordo com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast. Para 12 meses, a projeção era de 4,31%.
2 – Corrida presidencial
Uma nova rodada de pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República concentra as atenções dos investidores.
A pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada ontem (24), mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) e o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) permanecem empatados tecnicamente no primeiro e no segundo turnos das eleições presidenciais.
- LEIA MAIS EM: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36%, no primeiro turno, aponta pesquisa Datafolha; no segundo turno, 47% a 45%
3 – Veto às bets
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve apresentar uma medida provisória para proibir totalmente as apostas online no país nesta sexta-feira.
O governo também deve oferecer uma linha de crédito com juros mais baixos aos clubes de futebol para minimizar o impacto da perda de patrocínio, disseram fontes do governo que acompanham as discussões sobre tema à Reuters.
De acordo com a agência de notícias, a decisão ainda não está 100% tomada porque estão sendo analisadas as bases técnicas e jurídicas para a medida, que iria além de uma ideia inicial de banir apenas os chamados cassinos online. O veto total foi um pedido de Lula à equipe.
4 – Cúpula Trump-Xi
A cúpula entre os presidentes norte-americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, fica no radar.
Nesta manhã, Trump disse que a reunião que teve com o mandatário chinês, ontem na Casa Branca, foi “muito produtiva”. “Coisas tremendas vão acontecer”, escreveu na rede social Truth.
Na avaliação do mercado, o primeiro dia de encontros entre os mandatários foi rica em simbolismo, mas não produziu avanços aparentes em questões como inteligência artificial, comércio, Taiwan e o conflito com o Irã.
5 – Petróleo a US$ 100
Os preços do petróleo voltaram a cair, mas seguem acima de US$ 100 por barril, com a renovação do otimismo sobre algum avanço diplomático entre EUA e Irã.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que cabe aos Estados Unidos decidir quando a guerra com o Irã chegará ao fim, em uma entrevista exibida nesta quinta-feira no programa “Special Report with Bret Baier”, da Fox News.
Já nesta manhã, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, propôs a reabertura do Estreito de Ormuz, de importância estratégica vital, e a retomada das negociações nucleares com os EUA dentro de sete dias, caso o governo Trump aceite suas condições.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro subia 2,15%, a US$ 105,25 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para o mesmo mês tinha alta de 1,79%, a US$ 93,81 o barril, no mesmo horário.
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*Com informações de Reuters
