Ibovespa avança com otimismo de acordo entre EUA e Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (3)
O Ibovespa (IBOV) inicia o primeiro pregão do mês em ligeira alta, em linha com o otimismo no exterior diante da sinalização de conversas entre Estados Unidos e Irã. No entanto, a forte queda do petróleo pressiona a Petrobras (PETR4). Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em […]

O Ibovespa (IBOV) inicia o primeiro pregão do mês em ligeira alta, em linha com o otimismo no exterior diante da sinalização de conversas entre Estados Unidos e Irã. No entanto, a forte queda do petróleo pressiona a Petrobras (PETR4).
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,31%, aos 178.556,60 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista opera em queda ante o real, em linha com desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,0626 (-0,15%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com recuo de 0,13%, aos 99.782 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (3)
1 – Focus
Os economistas consultados pelo Banco Central no Relatório Focus realizaram novas reduções nas projeções de inflação e no juro básico para este ano.
Para 2026, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuaram de 5,12% para 5,03%. Para 2027, 2028 e 2029, as estimativas se mantiveram em 4,20%, 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Já a taxa básica de juros, a Selicrecuou de 14% para 13,75% em 2026. Para 2027, 2028 e 2029, as projeções se mantiveram em 12,00%, 10,25% e 10%, respectivamente.
Na atividade econômica, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 ficou parada em 1,99%, mantendo estabilidade pela quinta semana. Já a estimativa para 2027 passou por novo corte, de 1,60% para 1,57%, na segunda semana seguida de queda. Para 2028 e 2029, o mercado manteve a previsão de crescimento de 2,00%.
2 – Pesquisa BTG/Nexus
Na nova pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 46% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 45%, das intenções de voto em um eventual segundo turno.
Lula recuou 1 ponto porcentual ante 47% obtidos no último levantamento, divulgado na última segunda-feira, 27 de julho, enquanto o senador cresceu 1 ponto dos 44% anteriores.
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A rejeição a Lula saiu de 48% para 50% do eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro saiu de 50% para 51%. O potencial de voto de Lula permaneceu em 50% e o de Flávio Bolsonaro variou de 46% para 47%.
A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre sexta-feira (31) e este domingo (2) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-02847/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
3 – Nova intervenção no iene
Pela primeira vez em 15 anos, o Japãoe os Estados Unidos realizaram uma intervenção coordenada de compra de iene.
Segundo o Ministério das Finanças do Japão, os países não hesitarão em tomar novas medidas, confirmando uma ação bilateral incomum para conter a queda do iene para nova mínima em 40 anos.
A intervenção na sexta-feira ressaltou a determinação de ambos os países em evitar que uma liquidação do iene e dos títulos do governo japonês (JGBs) cause repercussões globais, como aumentar a pressão de alta sobre os rendimentos dos Treasuries, que já estavam em alta, afirmaram analistas.
Dados do banco central indicaram nesta segunda-feira que o Japão pode ter usado até US$ 36,58 bilhões na compra de ienes durante a intervenção conjunta de sexta-feira.
4 – Copom e payroll
Nesta quarta-feira (5), o mercado doméstico acompanha a decisão de política monetária do Banco Central, com expectativa de novo corte de 0,25 ponto percentual após os dados mais benignos da inflação de curto prazo e enfraquecimento da atividade.
Já na sexta-feira (7), o principal driver dos investidores domésticos e internacionais é o mercado de trabalho dos Estados Unidos, com a divulgação do relatório do payroll.
5 – EUA x Irã
A geopolítica voltou a dominar os holofotes diante das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendendo novos ataques ao Irã após sinalizar uma nova rodada de conversas com o Irã ainda hoje.
No entanto, o Irã negou a fala de Trump. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, disse que Teerã não está, no momento, em negociações com os Estados Unidos.
Segundo ele, as tratativas em andamento ocorrem com Omã e estão focadas apenas em estabelecer uma rota temporária para garantir a navegação segura pelo Estreito de Ormuz.
Trump havia afirmado que as conversas teriam como objetivo encerrar o conflito e reativar o tráfego de mercadorias pelo Estreito de Ormuz, rota marítima crucial por onde, antes da guerra, passava cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializados no mundo.
Em reação, os preços do petróleo voltam ao território positivo e próximo ao nível de US$ 90 por barril. Por volta de 10h15 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro recuavam 5,07%, a US$ 83,47 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham queda de 6,38%, a US$ 79,27 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
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*Com informações de Reuters
