Ibovespa avança com payroll mais fraco nos EUA; 5 coisas para saber antes de investir hoje (2)

O Ibovespa (IBOV) avança em linha com o otimismo no exterior após os dados do mercado de trabalho mais fracos nos Estados Unidos.
Por volta de 10h11 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,81%, aos 173.075,06 pontos.
O dólar à vista opera em baixa ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda recuava a R$ 5,1950 (-0,62%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,62%, aos 100.774 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (2)
1 – Payroll
A economia dos Estados Unidos abriu 57 mil vagas de emprego em junho, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (2) pelo U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS).
O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado e próximo da média de criação de empregos observada nos últimos 12 meses, de 36 mil vagas. Economistas consultados pelo Projeções Broadcast projetavam a abertura de 110 mil postos de trabalho.
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O relatório, conhecido como payroll, é a principal medida do mercado de trabalho americano e um dos indicadores mais acompanhados pelo Federal Reserve (Fed) na definição da política monetária. A taxa de desemprego permaneceu caiu 4,2% em junho, após registrar 4,3% no mês anterior.
Já o salário médio por hora dos trabalhadores do setor privado avançou 0,3% na comparação mensal, para US$ 37,64. Em relação a junho do ano passado, o ganho médio por hora registrou alta de 3,5%.
Com o dado mais fraco, o dólar perdeu força em âmbito global, os Treasuries passaram a operar em baixa e os índices do pré-mercado de Wall Street firmaram alta.
Na ferramenta Fed Watch, do CME Group, as apostas por uma alta nos juros pelo Fed passaram de 64% para 50,5% após o payroll abaixo do esperado em junho.
2 – Política monetária dos EUA
A presidente da unidade do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta quinta-feira (2) que o banco central americano precisa calibrar cuidadosamente a condução da política monetária diante das incertezas sobre inflação e atividade econômica.
Em conferência promovida pelo Banco da Espanha, ela disse que uma reação precipitada pode comprometer a expansão da economia, enquanto uma demora excessiva também traz riscos. “Se o banco central agir rápido demais, pode frear a economia prematuramente. Se agir devagar demais, isso pode ser prejudicial para os cidadãos”, afirmou.
Segundo Daly, a economia dos Estados Unidos segue resiliente, sustentada por um consumidor forte e por um crescimento “excepcionalmente robusto” dos investimentos. Ela ressaltou que, embora a inflação permaneça acima da meta de 2%, não vê sinais de perda de resistência da atividade e avaliou que o mercado de trabalho está estabilizado.
A dirigente atribuiu a recente aceleração da inflação ao impacto das tarifas comerciais e ao choque provocado pela alta dos preços do petróleo. Na avaliação dela, a política monetária americana permanece “ligeiramente restritiva”, condição que deve continuar contribuindo para reduzir a inflação.
3 – Subvenção da gasolina
Após o fim da subvenção de diesel no primeiro dia de julho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou que a subvenção da gasolina deve ser encerrada na próxima semana.
4 – Intervenções no iene
Autoridades japonesas estão abandonando o hábito de telegrafar os riscos de intervenção, sinalizando, em vez disso, uma campanha mais direcionada para pressionar os especuladores e elevar o custo das apostas contra o iene, afirmaram duas fontes a par do assunto à Reuters.
Afastando-se das declarações cautelosas que precederam as intervenções anteriores, o Ministério das Finanças pode intervir abruptamente para eliminar posições especulativas no iene, afirmaram as fontes. As autoridades também estão evitando qualquer sugestão de um nível específico de câmbio que desencadearia uma ação.
A mudança reflete uma abordagem mais agressiva do ministério, que está usando o silêncio como ferramenta para manter os operadores na incerteza. Isso aumenta o risco de uma intervenção surpresa motivada pelo acúmulo de posições vendidas no iene, em vez de pela moeda ultrapassar um limite publicamente reconhecido, afirmaram as fontes.
A abordagem do ministério e a retórica continuamente hawkish do Banco do Japão sinalizam um esforço coordenado para manter os baixistas do iene à distância, afirmaram outras duas fontes.
Na última segunda-feira (29), o iene registrou o nível mais baixo em relação ao dólar em cerca de 40 anos.
5 – Conflito no Oriente Médio
Sem avanços concretos nas negociações nos últimos dias, um comandante militar iraniano advertiu Estados Unidos e Israel contra qualquer ataque ao Irã. O país se prepara para o funeral do ex-líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em ataques aéreos no primeiro dia da guerra.
“Advertimos os inimigos do Irã, especialmente os EUA e o regime sionista (Israel), para que evitem qualquer erro de cálculo e reflitam sobre a dura retaliação que nossas forças armadas aplicariam a qualquer ameaça e agressão contra nosso país”, afirmou Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, em comunicado divulgado pela mídia estatal.
Os cortejos fúnebres de Khamenei terão início em 4 de julho, em Teerã, e serão concluídos em 9 de julho com enterro em sua cidade natal, Mashhad, com cerimônias adicionais planejadas em Qom e no Iraque entre essas datas.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, fez uma advertência semelhante na quarta-feira de que Teerã daria uma resposta imediata e contundente a qualquer ameaça contra seu povo ou sua liderança, após comentários do ministro da Defesa israelense, Israel Katz, de que o atual líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estava “marcado para morrer”.
Por volta de 10h00 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro recuavam 1,19%, a US$ 70,72 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto caíam 1,30%, a US$ 67,69 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
*Com informações de Reuters
