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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
31/08/2026
5 min

Ibovespa avança com Petrobras e novas pesquisas eleitorais no radar

O dólar comercial, na contramão, recua frente ao real. O mercado também acompanha Focus, orçamento de 2027 e votação sobre imposto de importação nesta segunda

Ibovespa avança com Petrobras e novas pesquisas eleitorais no radar

O Ibovespa iniciou a semana em forte alta de mais de 1% nesta segunda-feira, 31. O principal índice acionário da B3 avança 1,07%, aos 177.543 pontos, por volta das 11h (horário de Brasília). A referência acionária acompanha a alta do petróleo, em meio à retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, bem como a divulgação do Boletim Focus. O dólar comercial, na contramão, recua 0,42%, a R$ 5,17.

Petrobras e outras empresas ligadas ao petróleo estão entre os destaques positivos do pregão. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançam 3,61%, enquanto as ordinárias (PETR3) sobem quase 4%. Prio (PRIO3) ganha 3,85%.

Entre outros pes-pesados do índie, a Vale (VALE3), que chegou também a subir mais de 1%, reduzia a alta, mas ainda mantinha-se no campo positivo com avanço de 0,31%.

Entre os bancos, Banco do Brasil (BBAS3) avança 2,03%, enquanto Bradesco (BBDC4) ganha 1,11%. Ainda na ponta positiva, Natura (NATU3) lidera com alta de 7,78% após a troca de comando anunciada pela companhia.

Por outro lado, entre as únicas cinco quedas do dia Yduqs (YDUQ3) recua 1,81%, o maior recuo do dia, seguido por Marfrig (MBRF3) e Embraer (EMBJ3), que caem 1,21% e 1,16%, respectivamente.

Para o consultor da Wiser Asset, Fábio Murad, agosto foi marcado por uma recuperação parcial da B3 acompanhada de desvalorização do real. "A bolsa recuperou boa parte das perdas porque voltou a encontrar preços atrativos e recebeu apoio das commodities", detalhou.

"Setembro começa com o Ibovespa próximo dos níveis do fim de julho, mas com o dólar quase 2% mais caro, sinal de que a recuperação das ações ainda não foi acompanhada por uma melhora equivalente na percepção de risco sobre o país", acrescentou o especialista.

Focus reduz IPCA de 2026, mas eleva projeção para 2027

No cenário doméstico, o mercado reduziu pela segunda semana consecutiva a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 5,02% para 5,01%, segundo o Boletim Focus. Para 2027, porém, a estimativa subiu de 4,25% para 4,28%, na terceira alta semanal seguida.

A projeção para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,75%. Para 2027, a expectativa continua em 12%, enquanto as previsões para 2028 e 2029 estão em 10,50% e 10%, respectivamente. O mercado também reduziu a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nesse ano, de 1,95% para 1,92%.

Além do Focus, investidores acompanham nesta segunda-feira a discussão sobre a chamada "taxa das blusinhas". Uma comissão mista da Câmara e do Senado deve analisar a medida provisória que prevê o fim do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50.

O governo também deve encaminhar ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que dará início às discussões sobre receitas, despesas, metas fiscais e investimentos para o próximo ano.

Petróleo dispara com nova escalada entre EUA e Irã

O petróleo dispara após a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. O Brent para dezembro avançou 6,21% no início da manhã antes de recuar para 0,94%, a US$ 90,25, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) para outubro chegou subia 3,41%, a US$ 86,26, por volta das 10h40.

A alta veio após forças americanas atacarem, no domingo, 30, dois lançadores de foguetes iranianos na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz. O local voltou ao centro das atenções do mercado diante do risco de interrupções no transporte de petróleo.

Dados de navegação indicaram que apenas cinco navios de commodities por dia atravessaram o estreito durante o fim de semana. No domingo, a United Kingdom Maritime Trade Operations informou que um petroleiro foi atingido por um projétil enquanto entrava em Ormuz no sábado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também elevou a tensão ao ameaçar a ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. Segundo o Goldman Sachs, ataques a refinarias no Oriente Médio e na Rússia agravaram as restrições à capacidade de refino.

Apesar da disparada desta segunda, Brent e WTI ainda caminhavam para encerrar agosto em queda moderada.

Bolsas dos EUA recuam após nova troca de ataques

Em Wall Street, os principais índices abriram em baixa hoje, com os investidores reagindo à retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. O S&P 500 e o Nasdaq recuam 0,2%, enquanto o Dow Jones cai 0,4%.

Apesar da queda no pregão, os índices ainda caminham para fechar agosto com ganhos. O Dow Jones acumula alta superior a 1% no mês, enquanto S&P 500 e Nasdaq avançam cerca de 2% e 3%, respectivamente. As ações de tecnologia lideram o movimento, com o setor subindo quase 6% em agosto.

Nesta semana, o mercado americano acompanha principalmente o relatório de emprego de agosto (payroll, em inglês), previsto para sexta-feira, 4, além de indicadores de atividade dos setores industrial e de serviços.

Sentimento misto na Europa e Ásia

Na Europa, o cenário é misto. O DAX, de Frankfurt, recua 0,69%, enquanto o Stoxx 600 cai 0,08%. Na contramão, o FTSE MIB, de Milão, sobe 0,43%, e o CAC 40, de Paris, avança 0,16%. O FTSE 100, de Londres, está fechado por feriado.

Na Ásia, os mercados também terminaram sem direção única. O Nikkei 225 caiu 0,14% no Japão, enquanto o Topix subiu 0,23%. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,46%. Na China continental, o CSI 300 ganhou 0,35%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, ficou estável.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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