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22/07/2026
6 min

Ibovespa avança com Vale (VALE3) apesar de ‘tarifaço’; 5 coisas para saber antes de investir hoje (22)

Ibovespa avança com Vale (VALE3) apesar de ‘tarifaço’; 5 coisas para saber antes de investir hoje (22)

O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta quarta-feira (22) em alta com reação à prévia operacional da Vale (VALE3). A mineradora, que detém 11% de participação na carteira do índice, reportou resultados acima do esperado pelo mercado na noite de ontem (21).

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,71%, aos 174.552,50 pontos.



O dólar à vista opera próximo da estabilidade ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,0726 (0,00%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com queda de 0,03%, aos 101.141 pontos,

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (22)

1 – Tarifa entra em vigor

O ‘tarifaço’ de 25% sobre a importação dos produtos brasileiros nos Estados Unidos entrou em vigor nesta quarta-feira (22). A tarifa efetiva média é de 18,2%, segundo levantamento do Global Trade Alert, atrás apenas da China, cuja taxa média é de 27%.

O mercado espera também o anúncio de uma nova tarifa de 12,5% sobre os produtos brasileiros, que deverá ser anunciada a outras dezenas de países parceiros comerciais dos EUA ainda nesta semana, já que a tarifa global temporária de 10% está prevista para expirar na próxima sexta-feira (24).

2 – Brasil vai adotar reciprocidade?

No Brasil, a expectativa é de que o Planalto acione instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade, como medidas de restrição às importações e a suspensão de concessões, patentes ou remessas de royalties, além da aplicação de tarifas adicionais sobre os países-alvo de retaliação.

Nesta manhã, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, disse que a reciprocidade não é vingança e que ela será adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a vários produtos brasileiros quando considerar que é adequado.

“O instrumento da reciprocidade está à nossa disposição”, disse Rosa em entrevista à Bandeirantes FM.

“Precisamos primeiro dimensionar qual a medida que poderia eventualmente corresponder a uma reciprocidade. Segundo, se ela não pode produzir um efeito negativo reflexo, ou seja, o prejuízo ser maior aqui do que lá. Se você for adotar a reciprocidade, você precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo, porque senão você perde o controle, o domínio da negociação. O Brasil tem esse instrumento, vai usar esse instrumento, mas quando for adequado, quando for necessário.”

3 – Prévia de Vale no 2T26

O relatório de produção da Vale (VALE3) confirmou a esperada recuperação operacional no segundo trimestre de 2026 (2T26). A prévia foi divulgada ontem (21) depois do fechamento do mercado.

A mineradora registrou avanço na produção e nas vendas de seus principais segmentos de negócios, com destaque para o minério de ferro, que alcançou seu melhor desempenho para um segundo trimestre desde 2018.

Os resultados também mostraram crescimento anual na produção de cobre e níquel, reforçando o momento positivo das operações da companhia.

  • LEIA MAIS: Vale (VALE3) amplia produção e vendas no 2T26, com melhor desempenho para o período desde 2018 no minério de ferro

Além dos números operacionais, os investidores acompanham a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Vale, marcada para as 10h, que irá deliberar sobre a escolha do novo presidente do Conselho de Administração.

  • VEJA TAMBÉM: Vale (VALE3): por que a assembleia desta quarta pode definir os rumos da governança da mineradora

4 – EUA x Irã

A troca de ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio continua pelo 11º dia consecutivo.

Em entrevista à Reuters, o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, disse que a escalada das hostilidades entre Washington e Teerã pode reacender a inflação, elevar as taxas de juros e fazer com que o crescimento global caia para até 1,3%, ante 2,9% no ano passado.

Gill, que se aposenta no final de agosto, disse que o banco modelou três resultados em sua previsão econômica de junho, dada a incerteza elevada em torno da guerra no Oriente Médio. Mas o pior cenário possível, com as hostilidades se estendendo por seis meses ou mais, já está prestes a se concretizar. Nesse cenário, a inflação global geral chegaria a 4,5%.

Conflitos prolongados e danos à infraestrutura petrolífera da região também agravarão a insegurança alimentar ao interromper os embarques de fertilizantes, hélio e enxofre, desencadeando uma cadeia de efeitos secundários que pode incluir taxas de juros mais altas, disse Gill.

5 – Todos os olhos no Estreito de Ormuz

Segundo dados da Kpler, o número de embarcações que atravessaram o Estreito de Ormuz diminuiu ainda mais ontem, à medida que as preocupações com a segurança persistiam em meio aos ataques contínuos entre os Estados Unidos e o Irã.

Um total de três navios de carga atravessaram o estreito nesta terça-feira, uma queda em relação aos quatro do dia anterior, segundo dados da Kpler.

Já no Mar Vermelho, dois petroleiros que transportavam petróleo bruto saudita para a Ásia mudaram de rumo enquanto se dirigiam ao estreito de Bab el-Mandeb, após ameaças dos houthis do Iêmen — alinhados com o Irã —, que prometeram bloquear a passagem dos carregamentos de petróleo da Arábia Saudita pelo estreito.

Nesta manhã, os preços do petróleo seguem em forte alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro subiam 3,80%, a US$ 94,48 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham avanço de 3,46%, a US$ 87,22 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

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*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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