Ibovespa avança de olho em dados domésticos e pesquisa eleitoral; 5 coisas para saber antes de investir hoje (17)
O Ibovespa (IBOV) opera próximo à estabilidade com divulgação de dados econômicos domésticos, notícia de recuperação judicial de varejistas, como a Casas Bahia (BHIA3), e nova pesquisa de cenário eleitoral para outubro. A participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento do Santander, em São Paulo, […]

O Ibovespa (IBOV) opera próximo à estabilidade com divulgação de dados econômicos domésticos, notícia de recuperação judicial de varejistas, como a Casas Bahia (BHIA3), e nova pesquisa de cenário eleitoral para outubro.
A participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento do Santander, em São Paulo, também fica no radar dos investidores.
Para Rafael Passos, analista e sócio da Ajax Asset, os ruídos micro, macro e políticos potem atrapalhar a performance dos ativos domésticos. Segundo ele, as ações brasileiras estão descontadas em comparação com o padrão histórico e a posição técnica parece saudável.
Ainda assim, afirma, as eleições à frente são um evento binário e determinando, em um quadro econômico de desaceleração e deterioração fiscal. “No curto prazo, não há gatilho para uma reprecificação mais estrutural dos ativos doméstivos. Por isso, o fluxo irá determinar a direção e a velocidade dos ativos”, explica.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,12%, aos 167.136,63 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista opera em baixa ante o real, em linha com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,2129 (-0,13%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,24%, aos 99.425 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (17)
1 – Inflação estável em 2026
Após seis quedas consecutivas, os economistas ouvidos pelo Banco Central não mexeram na expectativa para a inflação em 2026, que seguiu de alta de 5,02%, segundo o novo Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira.
A principal novidade em relação às expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi para 2027: a mediana subiu de 4,22% para 4,24%, interrompendo a estabilidade recente.
A estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu em 13,75% ao ano em 2026.
As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) trouxeram um sinal mais fraco para a atividade econômica nos próximos anos. A estimativa para 2026 ficou estável em 1,98%, mas a de 2027 caiu de 1,52% para 1,50%, na quarta semana consecutiva de queda. Para 2028, a projeção também recuou, de 2% para 1,89%.
2 – Pesquisa BTG/Nexus
Na nova pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 47% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Os dois mativeram os mesmos percentuais da semana passada.
Com a diferença de Lula para Flávio Bolsonaro permanecendo em 3 pontos, ambos seguem empatados tecnicamente no segundo turno, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 8% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.
A rejeição a Lula saiu de 49% para 48% de todo o eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro variou de 52% para 50%. O potencial de voto de Lula permaneceu em 50% e o de Flávio Bolsonaro variou de 46% para 48%.
- LEIA MAIS: Lula e Flávio Bolsonaro mantêm empate técnico no segundo turno, aponta pesquisa BTG Pactual/Nexus
3 – IBC-Br
O indicador mensal de atividade econômica (IBC-Br) registrou queda de 0,6% em junho, mostra dado divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (17). A retração foi mais intensa do que indicado pela mediana do Projeções Broadcast (-0,5%).
A prévia do Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 1,5% no acumulado em 12 meses. No trimestre encerrado em junho de 2026 ante o trimestre terminado em março de 2026, o IBC-Br apresentou alta de 0,2%.
- LEIA MAIS: IBC-Br: Prévia do PIB recua 0,6% em junho
4 – Estreito de Ormuz
No cenário geopolítico, houve nova rodada de ataques a petroleiros na região do Estreito de Ormuz. Com isso, o fluxo de navios na região reduziu de 31 no fim de semana anterior para cinco no sábado (15) e nenhum no domingo (16). As informações são da Kpler.
Os Estados Unidos pretendem retaliar economicamente o Irã pela falta de um acordo para reabertura do estreito.
O contrato do petróleo Brent para outubro operavam com alta de 0,49%, a US$ 88,95 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, por volta das 10h15 (horário de Brasília).
Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro operavam com avanço de 0,41%, a US$ 81,80 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
5 – Ata do Fed
O mercado aguarda maior detalhamento sobre a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e a dissidência em relação à manutenção da taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% na ata que será divulgada na quarta-feira (19), às 15h (horário de Brasília).
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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters
