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InvestMercadosACS
11/06/2026
5 min

Ibovespa avança, mas perda de força da Vale limita ganhos; dólar cai

Ibovespa avança, mas perda de força da Vale limita ganhos; dólar cai

O Ibovespa abriu o pregão desta quinta-feira, 11, em alta com o avanço das ações de peso do índice e pela repercussão de indicadores econômicos divulgados no Brasil. O índice subiu mais de 0,40% e foi a 169.508 pontos na máxima, mas, por volta das 11h, a principal referência acionária diminuiu o ritmo de ganhos e estava estável, embora se mantenha no campo positivo com ligeira alta de  0,12%, aos 168.885 pontos.

No mesmo horário, a Vale (VALE3) registrava ligeira queda de 0,18%, limitando um avanço maior do Ibovespa. Já entre os bancos, o desempenho é majoritariamente positivo, o Itaú Unibanco (ITUB4), por exemplo, sobe 0,33%.

Já as ações Petrobras, que abriram em alta, passaram a operar estáveis. Os papéis ordinários (PETR3) registravam ligeira queda de 0,04%, e os preferenciais (PETR4) estavam no zero a zero.

Entre os destaques positivos, Braskem (BRKM5) disparava 8,08%, seguida por PetroRecôncavo (RECV3), com alta de 5,53%. Na ponta oposta, SLC Agrícola (SLCE3) estendia as perdas da sessão passada ao cair 1,54%.

O índice está seguindo um movimento de recuperação nos EUA, já que há um movimento de correção hoje por lá devido à queda acentuada no último pregão, segundo o head de análise da The Link Investimentos, Artur Horta.

"Ontem a gente também teve um pregão fraco aqui no Brasil, com a bolsa caindo, e hoje a gente está seguindo uma leve recuperação", destacou o especialista. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o dólar comercial operava em queda de 0,35%, cotado a R$ 5,15.

O volume de serviços brasileiro cresceu 1,2% em abril ante março, revertendo a queda registrada no mês anterior. Já a primeira prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) desacelerou para 0,21% em junho, após avanço de 0,27% na leitura anterior.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa para a safra de grãos de 2025/26, projetando produção recorde de 358,64 milhões de toneladas.

No mercado de câmbio, o dólar comercial recuava 0,59%, cotado a R$ 5,14.

Petróleo oscila após nova escalada entre EUA e Irã

Pouco antes, os preços internacionais do petróleo viraram e avançaram com força diante do agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, mas às 11h, eles voltaram a recuar. O petróleo Brent caía mais de 1% para US$ 92,10 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) registrava baixa de 0,90% para US$ 89,22.

A commodity tinha ganhado intensidade após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando ampliar as ações militares contra o Irã e assumir o controle de instalações ligadas à exportação de petróleo do país.

As atenções se voltam especialmente para a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações iranianas de petróleo bruto. A escalada do conflito também ampliou as preocupações com possíveis impactos sobre o transporte marítimo no Estreito de Ormuz.

Em paralelo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia sua projeção de crescimento da demanda mundial por petróleo em 2026, embora tenha elevado a estimativa para 2027.

Bolsas dos EUA sobem após dados de inflação ao produtor

Os principais índices de Wall Street abriram em alta. O Dow Jones subia 0,43%, aos 50.131,97 pontos. O S&P 500 avançava 0,32%, aos 7.290,33 pontos, enquanto o Nasdaq ganhava 0,36%, aos 25.261,17 pontos.

Os investidores repercutem a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA, que avançou 1,1% em maio na comparação mensal, acima da expectativa de 0,6%. Em 12 meses, o indicador acumulou alta de 6,5%. O núcleo do PPI subiu 0,4% no mês e 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar da pressão inflacionária, o mercado encontrava suporte na recuperação das ações de tecnologia. Papéis ligados ao setor de semicondutores reagiam após fortes perdas recentes. O setor também segue monitorado diante da expectativa pela estreia da SpaceX na bolsa nesta sexta-feira, 12.

Mercados europeus sobem após decisão do BCE

As bolsas europeias apresentavam desempenho positivo após a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de elevar suas três taxas de juros em 25 pontos-base. A autoridade monetária justificou a medida pela necessidade de garantir a convergência da inflação para a meta de 2% no médio prazo.

O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,73%. Em Londres, o FTSE 100 subia 0,95%, enquanto o CAC 40, de Paris, ganhava 0,76%. O italiano FTSE MIB avançava 1,17%, enquanto o DAX, da Alemanha, subia levemente 0,24%.

Além da decisão do BCE, os investidores também acompanharam a manutenção da taxa básica de juros da Turquia em 37%, em meio aos riscos de aceleração da inflação provocados pela alta dos preços de energia.

Bolsas asiáticas fecham mistas em meio às tensões globais

Os mercados da Ásia encerraram o pregão sem direção definida, refletindo a cautela dos investidores diante do aumento das tensões no Oriente Médio.

No Japão, o Nikkei 225 terminou praticamente estável, aos 64.217,27 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,43%, recuperando parte das perdas observadas no início da sessão.

Já na China, o CSI 300 recuou 0,55%, aos 4.722,41 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,77%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 encerrou o dia em baixa de 0,23%, aos 8.633,20 pontos.

Os investidores acompanham ainda a guerra no Irã, dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos e decisões de política monetária.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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