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01/07/2026
5 min

Ibovespa cai 1% com exterior e baixa do petróleo; 5 coisas para saber antes de investir hoje (1º)

Ibovespa cai 1% com exterior e baixa do petróleo; 5 coisas para saber antes de investir hoje (1º)

O Ibovespa (IBOV) recua de olho na baixa dos futuros de Wall Street e com a baixa de commodities como petróleo e minério de ferro.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 1,26%, aos 169.855,82 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 5,1950 (+0,62%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,31%, aos 101.497 pontos.

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (1º)

1 – Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg

Na nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial 2026 divulgada nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 48,8% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42,3% em um cenário de segundo turno entre ambos.

Com 6,5 pontos porcentuais de vantagem e margem de erro de 1 ponto porcentual, Lula segue na liderança isolada pela reeleição. Brancos e nulos e os eleitores que não souberam responder somaram 8,9%.

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Em um questionário com a opção de múltiplos nomes, Aécio Neves aparece com 54% de rejeição, seguido de Flávio Bolsonaro, com 53% e Lula com 48,6%. Jair Bolsonaro foi rejeitado por 45,2%, Michelle Bolsonaro por 43,2%, Caiado por 38,6%, Zema por 38,5% e Renan Santos por 35,8%

2 – Fim da subvenção do diesel

A partir de hoje, o governo acaba com a subvenção de R$ 0,35 por litro de diesel diante do recuo da cotação do petróleo em meio à redução das tensões no Oriente Médio. O anúncio foi feito ontem (30) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltando que outras subvenções de combustíveis atualmente em vigor estão em avaliação para retirada gradual.

Em entrevista à imprensa, Durigan afirmou que a avaliação do governo agora se voltará às subvenções de R$ 1,12 por litro de diesel e de R$ 0,44 por litro da gasolina, que devem ser alvo de anúncios de retiradas graduais “nos próximos dias”.

3 – ‘Termômetro’ do payroll

O número de empregos no setor privado dos Estados Unidos cresceu menos do que o esperado em junho, mas uma queda acentuada nas demissões planejadas indicou condições estáveis no mercado de trabalho no mês passado.

A economia dos EUA abriu 98.000 postos de trabalho no setor privado no mês passado, após 122.000 em maio em dado não revisado, segundo o relatório nacional de emprego da ADP. Economistas consultados pela Reuters haviam previam abertura de 118.000 vagas no setor privado.

O relatório da ADP é elaborado em parceria com o Stanford Digital Economy Lab e publicado antes do relatório de emprego de junho do Escritório de Estatísticas do Trabalho, que será divulgado na quinta-feira, o payroll.

4 – Falas de Warsh

As atenções do mercado se voltam para as falas do novo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, no fórum do Banco Central Europeu (BCE) em Sintra, Portugal. Os investidores devem acompanhar as falas de Warsh sobre a condução da política monetária, visto que o atual chair busca implementar mudanças no BC norte-americano.

Junto de Warsh, também participam do evento a presidente do BCE, Christine Lagarde, e o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey.

5 – Conflito no Oriente Médio

O Irã segue determinado a obter o reconhecimento internacional de seu controle sobre o Estreito de Ormuz e de sua capacidade de cobrar taxas dos navios que entram ou saem do Golfo Pérsico, mesmo que tenha de recorrer à força para isso, afirmaram duas fontes iranianas de alto escalão à Reuters.

Nos termos do acordo provisório firmado este mês com os Estados Unidos para pôr fim ao conflito de três meses, o Irã concordou em permitir a passagem de navios pelo Estreito por 60 dias sem cobrança de taxas. No entanto, o país acredita que a redação do acordo lhe permite manter o controle sobre quais navios podem passar e qual rota devem seguir pela estreita via navegável.

Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos estão se dando muito bem com o Irã e que as recentes reuniões no Catar transcorreram bem.

“A desnuclearização do Irã está avançando bem”, disse Trump aos repórteres. “Houve reuniões muito positivas, e vamos ver.”

EUA e Irã realizaram conversas técnicas na capital do Catar, Doha, nesta quarta-feira, em busca de um acordo sobre o fluxo de navegação pelo Estreito de Ormuz e a garantia de um cessar-fogo duradouro, segundo uma fonte com conhecimento direto das negociações e uma autoridade iraniana.

O genro de Trump, Jared Kushner, e o enviado Steve Witkoff reuniram-se com o primeiro-ministro do Catar — mediador das conversas ao lado do Paquistão — para preparar o terreno para as negociações, mas não participariam das discussões propriamente ditas, informou a fonte com conhecimento direto do assunto.

Por volta de 10h14 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro recuavam 1,04%, a US$ 72,19 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto caíam 0,52%, a US$ 70,18 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

*Com informações de Reuters

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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