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InvestMercadosACS
24/09/2026
4 min

Ibovespa cai 1% e perde os 184 mil pontos com recuo de blue chips e dólar sobe a R$ 5,19

Os contratos futuros de petróleo subiram firme nesta quinta-feira, 24, enquanto as bolsas de NY fecharam sem direção única

Ibovespa cai 1% e perde os 184 mil pontos com recuo de blue chips e dólar sobe a R$ 5,19

O Ibovespa voltou a cair nesta quinta-feira, 24, em uma sessão marcada pela volatilidade em Nova York, pela alta dos juros dos títulos públicos globais e pela retomada dos ganhos do petróleo. O principal índice da B3 fechou em baixa de 0,99%, aos 183.965,91 pontos, após oscilar entre a mínima de 183.834,97 e a máxima de 186.211,43 pontos. O volume financeiro somou R$ 19 bilhões. Foi a segunda sessão consecutiva de queda, na véspera, a referência acionária também recuou 0,86%.

A queda ocorreu em meio a uma agenda local movimentada, com a divulgação do Relatório de Política Monetária (RPM) e do relatório bimestral de receitas e despesas, além do cenário político doméstico e dos desdobramentos do caso Master.

Entre os pesos-pesados do índice, os bancos pressionaram o Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 2,84%, o BTG Pactual (BPAC11, do mesmo grupo controlador da EXAME) recuou 1,49%, o Bradesco (BBDC4) também perdeu 1,39% e Itaú (ITUB4) caiu 1,18%. O Santander (SANB11) foi a exceção entre os grandes bancos, com alta de 0,51%.

A Vale (VALE3) recuou 1,15%, ampliando a queda da sessão anterior, em um dia de estabilidade do minério de ferro. A Petrobras também fechou em baixa, apesar da forte alta do petróleo. Os papéis ordinários (PETR3) caíram 0,86%, enquanto os preferenciais (PETR4) recuaram 0,69%.

Na ponta negativa do Ibovespa, Natura (NATU3) caiu 5,88%, RD Saúde (RADL3) recuou 5,38%, após o anúncio de que o Mercado Livre (MELI) venderá remédios com receita, e Cogna (COGN3) perdeu 5,22%. Entre as maiores altas, Yduqs (YDUQ3) avançou 2,95%, Magazine Luiza (MGLU3) subiu 2,94% e Tenda (TEND3) ganhou 2,23%.

Dólar sobe com expectativa de alta dos juros nos EUA e cenário eleitoral

O dólar à vista voltou a subir diante do real nesta quinta-feira, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior, em meio às expectativas de mais aperto monetário do Federal Reserve (Fed) diante da inflação resiliente nos Estados Unidos e da alta do petróleo.

No cenário doméstico, o mercado monitorou novas revelações relacionadas ao caso Master, incluindo a informação de que Flávio Bolsonaro viajou da Flórida para Brasília em um jatinho de uma empresa de Daniel Vorcaro.

O dólar à vista fechou em alta de 0,48%, a R$ 5,193, após oscilar entre R$ 5,166 e R$ 5,202.

Petróleo sobe firme, mas se afasta das máximas

Os contratos futuros de petróleo subiram firme nesta quinta-feira, ampliando os ganhos da sessão anterior, mas recuaram das máximas após a notícia de que Estados Unidos e Irã estariam discutindo um acordo gradual para encerrar o impasse no Oriente Médio.

Uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou à Reuters que a melhor maneira de solucionar a questão seria um acordo em etapas, no qual os iranianos permitiriam a navegação pelo Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio econômico pelos Estados Unidos e do possível acesso de Teerã a ativos congelados. Por enquanto, no entanto, nenhum dos lados se manifestou oficialmente sobre o assunto.

No fechamento, o contrato do Brent para novembro subiu 3,41%, a US$ 106,60 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 2,66%, a US$ 94,61 por barril na Nymex.

Wall Street fecha sem direção única com juros no radar

As bolsas de Nova York encerraram a sessão sem direção única, após uma sessão de volatilidade marcada pela alta dos rendimentos dos Treasuries e pelas expectativas sobre a trajetória dos juros americanos.

O Dow Jones caiu 0,31%, aos 51.349,98 pontos. O S&P 500 recuou 0,02%, aos 7.704,13 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 0,01%, aos 26.939,37 pontos.

Ocomportamento dos juros americanos segue como um dos principais fatores para os mercados. O estrategista global da Avenue, Fernando Saad Benati, destaca que a pressão não ficou limitada aos Estados Unidos e atingiu títulos de longo prazo em outras grandes economias.

"Esse não foi um movimento restrito aos Estados Unidos. Houve uma alta global dos juros de longo prazo. O sell-off dos títulos de 30 anos também foi bastante evidente na Europa e no Japão, onde algumas taxas alcançaram níveis que não eram vistos desde 1996", afirmou.

O movimento reflete uma mudança nas expectativas para a política monetária americana diante de sinais de atividade econômica resiliente e novas pressões inflacionárias. "O motivo é que o mercado está apostando cada vez mais que o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos terá que acontecer de forma mais rápida e intensa."

AutorClara Assunção
FonteExame
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