Ibovespa cai após ‘Super Quarta’; 5 coisas para saber antes de investir hoje (18)

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão pós-Super Quarta em queda com os investidores recalibrando as apostas para a trajetória da Selic após o comunicado vir mais ‘dovish’ do que o esperado, enquanto o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) adotou um tom mais conservador em linha com outros bancos centrais.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em baixa de 0,12%, aos 168.250,47 pontos.
O dólar à vista opera em alta ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda subia a R$ 5,1391 (+0,61%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com avanço de 0,59% aos 100.679 pontos,
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (18)
1 – Prévia da inflação do aluguel
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel. registrou queda de 0.42% na segunda prévia de junho, caindo em relação à elevação de 0,86% da mesma leitura de maio, divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta manhã.
Na primeira prévia de junho, o indicador havia registrado alta de 0,21%.
O resultado desta leitura foi puxado pela queda do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) que passou de alta de 0,98% em maio para deflação de 0,84% em junho. Por outro lado, houve aceleração do Índice Nacional de Custo da Construção (0,73% para 0,91%) e do Índice de Preços ao Consumidor (0,52% para 0,40%).
2 – Copom corta Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano nesta quarta-feira (17).
Essa foi a terceira redução consecutiva do Banco Central, em linha com o esperado pelo mercado. A decisão do colegiado foi unânime.
No documento, o colegiado destacou que o ambiente externo permanece incerto com a indefinição sobre os termos do acordo para cessar conflitos armados no Oriente Médio e as consequências dos impactos da guerra até o momento, com reflexos nas condições financeiras globais.
Já no cenário doméstico, o Copom destacou que o conjunto de indicadores mostra uma aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre deste ano, com setor mais cíclicos voltando a desempenhar papel significativo.
O Comitê também retirou o trecho em que “julgava apropriado dar sequência ao ciclo de calibração da política monetária” e, dessa vez, acrescentou que a magnitude total do ciclo de ‘calibração’ será estabelecida à luz de novas informações.
Além disso, os diretores do BC acrescentaram, como um quarto risco de alta, estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais usuais de transmissão da política monetária.
O comunicado ainda destacou que, diante do cenário atual, o Comitê passou a trabalhar com uma “trajetória alternativa” para a Selic que garante a convergência da inflação ao centro da meta, de 3%, no primeiro trimestre de 2028 – e não mais o fim de 2027, atual horizonte relevante.
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3 – Warsh no comando do Fed
Como o esperado, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Essa foi a quarta manutenção consecutiva, em uma decisão unânime.
O Fed também divulgou o Resumo de Projeções Econômicas (SEP, na sigla em inglês). No gráfico de pontos (dot plot), o Comitê apontou para uma nova alta de 25 pontos-base nos juros até dezembro, além de elevar as estimativas para a inflação, medida pelo índice de gastos com consumo (PCE), de 2,7% para 3,6% em 2026.
O destaque, porém, foi a coletiva de imprensa, a primeira de Kevin Warsh no comando do Fed. Durante o pronunciamento, o novo presidente indicou que o BC poderá promover mudanças em sua estratégia de comunicação com o mercado, incluindo a realização de coletivas de imprensa e outros instrumentos de orientação aos investidores.
Ele também revelou que não enviou uma projeção para o dot plot, por considerar que a ferramenta não é particularmente útil para a condução da política monetária. Segundo ele, as projeções foram feitas “a lápis, com uma grande borracha”, sugerindo que os dirigentes reconhecem a elevada incerteza do cenário.
Após a decisão e as falas de Warsh,o mercado adiantou a aposta de elevação nos juros. Agora, os agentes financeiros veem 69,5% de chance de o Fed elevar os juros em setembro, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group. Antes da decisão, dezembro era o mês mais provável para um ajuste para cima dos juros.
4 – Acordo entre EUA e Irã
Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um acordo de paz com o Irã, que prevê o fim permanente das hostilidades e inicia um prazo de 60 dias para negociações sobre o futuro do programa nuclear do país persa.
A íntegra do texto ainda não foi publicada pela Casa Branca ou pelo regime iraniano. O que se sabe até agora foi divulgado extraoficialmente por autoridades americanas e pela mídia oficial iraniana.
Fontes dos dois países informam que o acordo prevê o fim das hostilidades, a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem marítima fica livre de pedágios por dois meses, mas o Irã poderá estabelecer taxas no futuro.
Em contrapartida, o governo norte-americano suspenderá sanções contra o Irã, sem, no entanto, eliminá-las por completo. O texto também prevê a manutenção da integridade territorial do Líbano diante da invasão de Israel contra o grupo Hezbollah, aliado do Irã. O governo israelense, porém, rejeita deixar as áreas ocupadas no sul do Líbano.
O pacto para encerrar a guerra entrou em vigor imediatamente após a assinatura, segundo o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações.
5 – Petróleo abaixo de US$ 80
Os preços do petróleo operam no menor nível em quase quatro mesesapós os Estados Unidos e o Irã assinarem um acordo provisório que encerra a guerra envolvendo o Irã, reabre o Estreito de Ormuz e suspende as sanções americanas sobre o petróleo de Teerã, melhorando as perspectivas de oferta da commodity.
Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho caíam 1,61%, a US$ 78,29 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham recuo de 2,14%, a US$ 75,16 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
*Com informações de Estadão Conteúdo
