Ibovespa cai com aversão a risco externa e Brent a US$ 105; 5 coisas para saber antes de investir hoje (10)
O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta quinta-feira (10) em queda, estendendo as perdas da véspera e acompanhando a aversão a risco externa com a disparada dos preços do petróleo. Pesquisas eleitorais para a Presidência da República também ficam no radar. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava […]

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta quinta-feira (10) em queda, estendendo as perdas da véspera e acompanhando a aversão a risco externa com a disparada dos preços do petróleo. Pesquisas eleitorais para a Presidência da República também ficam no radar.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com queda de 0,22%, aos 185.217,19 pontos.
Já o dólar à vista operava em alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1344 (+0,43%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,27%, aos 99.091 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (10)
1 – Disputa pelo Palácio do Planalto
O mercado divide as atenções com uma nova rodada de pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República.
Mais cedo, a pequisa PoderData/Aya mostrou Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno: o senador tem 47% das intenções de voto contra 45% do petista.
O mercado ainda aguarda os levantamentos da Futura e AtlasIntel.
2 – Combustíveis
A Petrobras (PETR4) informou que o aumento de 19 centavos por litro de gasolina não mais será aplicado, como informado anteriormente.
No comunicado, a estatal confirmou que deixará de aplicar um desconto de 44 centavos por litro no preço da gasolina A, a partir desta quinta-feira – o desconto havia sido concedido no âmbito da subvenção econômica instituída pelo governo federal.
3 – Juros na Europa
O Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros pela segunda vez neste ano, de 2,25% para 2,50% ao ano (taxa de depósito).
No comunicado, o BC afirmou que “o conflito no Oriente Médio continua a gerar pressões inflacionárias, e a inflação deve permanecer bem acima da meta por um período prolongado”.
A autoridade monetária também fez ajustes nas suas estimativas. O BCE agora prevê uma inflação de 3,0% neste ano, 2,5% no próximo ano e 2,1% em 2028.
4 – EUA x Irã
Nesta quinta-feira, o Irã suspendeu temporariamente uma taxa de 10% sobre os custos de frete aplicável a embarcações estrangeiras que transportam petróleo, gás e derivados de petróleo importados ou exportados de e para o país persa, segundo a agência de notícias semioficial Fars.
De acordo com a agência, a taxa havia aumentado o custo do transporte de petróleo, gás e produtos líquidos, e que a suspensão da cobrança poderia reduzir os custos de transporte e incentivar frotas estrangeiras a transportar mercadorias de ou para o Irã.
Do outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que espera que a guerra com o Irã termine após as eleições de novembro nos EUA e ameaçou novamente atacar uma instalação ligada ao programa nuclear da República Islâmica.
5 – Petróleo a US$ 105 por barril
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio continua a sustentar as preocupações de novas interrupções no fornecimento do petróleo.
Com isso, os preços do petróleo operam em forte alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro subia 4,09%, a US$ 105,35 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para outubro tinha avanço de 4,59%, a US$ 100,43 o barril, no mesmo horário.
Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu sua previsão para o crescimento da demanda mundial de petróleo em 2026 para 380 mil barris por dia, em linha com a a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).
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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters
