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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
07/08/2026
4 min

Ibovespa cai com blue chips e balanços e perde 3,08% na semana; dólar vai a R$ 5,08

A moeda americana caiu 0,46%, cotado a R$ 5,084, nesta sexta, 7, mas dubiu 0,27% na semana

Ibovespa cai com blue chips e balanços e perde 3,08% na semana; dólar vai a R$ 5,08

O Ibovespa fechou em queda de 1,73% nesta sexta-feira, 7, aos 172.513,42 pontos, depois de oscilar entre 172.131,20 e 176.116,84 pontos. O principal índice da B3 encerrou a semana com perda acumulada de 3,08%, em um pregão marcado pela repercussão do balanço da Petrobras, a leitura mais cautelosa do mercado sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e pela reação ao payroll dos Estados Unidos. O volume financeiro somou R$ 21 bilhões.

O dólar comercial, por sua vez, caiu 0,46%, cotado a R$ 5,084, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior após os dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Na semana, a moeda subiu 0,27%. 

A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre, alta anual de 96,8% e acima das expectativas do mercado. O conselho de administração também aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

Ainda assim, os papéis da companhia recuaram em meio à confirmação pelo 2° trimestre seguido de que a estatal não prevê dividendos extraordinários neste ano. As ações da preferenciais da Petrobras (PETR4) caíram 2,99%, enquanto as ordinárias (PETR3) caíram 3,42%. A Vale (VALE3) também pressionou o índice e caiu 0,56%.

Entre os demais balanços corporativos, Porto (PSSA3) caiu após divulgar lucro praticamente estável no segundo trimestre. Já Magazine Luiza (MGLU3) também fechou em baixa depois de reduzir sua projeção de crescimento de receita para 2026.

Na ponta positiva do índice, Fleury (FLRY3) subiu 9,73%, seguido por Azzas (AZZA3), que avançou 5,06%, e PetroReconcavo (RECV3), com alta de 1,59%.

Entre as maiores perdas, Lojas Renner (LREN3) caiu 8,09% após divulgação de balanço em que revisou as projeções de receitas para 2026, seguida por CSN Mineração (CMIN3), que recuou 5,22%, e Energisa (ENGI11), também com queda de 5,22%.

No radar macroeconômico local, o Banco Central informou que a caderneta de poupança registrou em julho retiradas líquidas de R$ 7,153 bilhões, o maior volume de saques desde março e o segundo mês consecutivo de resgates. O dado foi divulgado dois dias após o Copom reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.

O relatório de emprego (payroll) dos Estados Unidos mostrou o fechamento de 23 mil vagas fora do setor agrícola em julho, enquanto o mercado esperava a criação de 85 mil postos de trabalho. Além disso, os números dos dois meses anteriores foram revisados para baixo, reforçando a percepção de desaceleração da economia americana.

O resultado elevou as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião de setembro. Segundo levantamento do CME Group, ao fim da sessão, a probabilidade de manutenção dos juros subiu para 58,1%, ante 45% na véspera, enquanto a expectativa de alta passou a 41,9%.

"A Bolsa cai no dia seguinte ao corte de juros, o que parece contraintuitivo, mas o mercado interpretou o comunicado do Copom como ligeiramente hawkish e retirou parte da expectativa de novos cortes. Isso acaba penalizando justamente os ativos mais sensíveis à trajetória de juros", afirma Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital.

"O dólar caiu pelo mesmo motivo que fez a curva de juros abrir. Se o Copom sinaliza juros elevados por mais tempo, o diferencial de juros do Brasil permanece maior, favorecendo o carry trade e fortalecendo o real", acrescenta.

Petróleo sobe firme, mas acumula queda de até 7,7% na semana

Os contratos futuros do petróleo avançaram novamente nesta sexta-feira, ampliando os ganhos da sessão anterior, diante da falta de avanços concretos nas negociações para normalizar a navegação no Estreito de Ormuz.

O mercado acompanhou a redução de 33% no tráfego da região em relação ao dia anterior, segundo a Kpler, enquanto Irã e Omã seguem negociando um acordo para definir as rotas de passagem. Paralelamente, notícias da imprensa local indicam que o plano em discussão poderá restringir o trânsito de embarcações americanas e israelenses.

No fechamento, o Brent para outubro subiu 1,29%, para US$ 83,55 por barril, enquanto o WTI para setembro avançou 1,15%, para US$ 78,18. Apesar da recuperação nas últimas sessões, os contratos acumularam perdas de 5% e 7,7%, respectivamente, na semana.

Bolsas de NY renovam máximas

As bolsas americanas encerraram o pregão em alta após o payroll reforçar a expectativa de que o Federal Reserve mantenha os juros inalterados em setembro.

O Dow Jones subiu 0,28%, aos 54.036,93 pontos. O S&P 500 avançou 0,62%, renovando seu recorde de fechamento aos 7.757,64 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 1,30%, encerrando aos 26.690,62 pontos.

Na semana, os índices acumularam ganhos de 2,96%, 3,58% e 5,19%, respectivamente, impulsionados pela leitura de que a desaceleração do mercado de trabalho reduz a pressão para uma nova alta de juros nos Estados Unidos.

AutorClara Assunção
FonteExame
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