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18/09/2026
4 min

Ibovespa cai com cenário eleitoral e recuo do petróleo; 5 coisas para saber antes de investir hoje (18)

O Ibovespa (IBOV) encerra a semana em tom negativo com a queda do petróleo e o cenário eleitoral no radar. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,42%, aos 185.216,16 pontos. O IBOV também deve encerrar a semana no negativo: até agora, o índice acumula […]

Ibovespa cai com cenário eleitoral e recuo do petróleo; 5 coisas para saber antes de investir hoje (18)

O Ibovespa (IBOV) encerra a semana em tom negativo com a queda do petróleo e o cenário eleitoral no radar.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,42%, aos 185.216,16 pontos. O IBOV também deve encerrar a semana no negativo: até agora, o índice acumula baixa de 0,65% no período.



Já o dólar à vista operava em alta ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1503 (+0,21%), na máxima intradia, enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,20%, aos 100.449 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (18)

1 – Corrida presidencial

Uma nova rodada de pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República concentra as atenções dos investidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) e o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) permanecem empatados tecnicamente no primeiro e no segundo turnos das eleições presidenciais, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17).

No entanto, o presidente manteve vantagem numérica sobre o senador nos dois turnos.

2 – Reajuste no Bolsa Família

Ontem (17), o governo anunciou, a 17 dias do 1º turno das eleições, o reajuste de 15% no programa, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 por família. Com isso, a média dos benefícios deve sair de R$ 691 para R$ 777.

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o custo da medida é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027. Ele ainda afirmou que a medida não estava prevista no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) do próximo ano, enviada pelo governo ao Congresso em agosto.

Parte do mercado vê a medida como eleitoreira e que deve refletir nas próximas pesquisas de intenção de voto, sobretudo em um eventual segundo turno.

3 – Juros nos EUA

Nesta manhã, o dólar renovou a máxima de sete semanas com aumento das apostas de novas altas nos juros dos Estados Unidos.

O DXY, índice que compara a divisa norte-americana a uma cesta de seis divisas fortes, subiu aos 100,564 pontos, com o mercado precificando 57,6% de chance de um novo ajuste para cima nas taxas em outubro e 89,4% em dezembro.

Na última quarta-feira (16), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) elevou os juros em 25 pontos-base pela primeira vez desde julho de 2023, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

Na coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, manteve um tom ‘hawkish’ ao afirmar que a “inflação está muito alta e já está assim há muito tempo”. “Os índices de inflação deste verão não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”, acrescentou.

O Fed ainda sinalizou pelo menos uma nova alta nos juros até dezembro.

4 – Petróleo a US$ 100

Os preços do petróleo ameaçam perder o nível de US$ 100, no terceiro dia de perdas consecutivas, à medida que os investidores avaliavam os impactos dos ataques na Arábia Saudita e dos houthis do Iêmen — apoiados pelo Irã — em contraposição a relatos de que barris adicionais de petróleo saudita poderiam chegar aos mercados globais e amenizar as preocupações com a oferta.

Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro caía 1,08%, a US$ 103,85 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para outubro tinha alta de 0,49%, a US$ 102,40 o barril, no mesmo horário.

5 – Juros no Japão

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) elevou a taxa de juros para 1,25%, o nível mais alto em 31 anos, e deixou a ‘porta aberta’ para novas altas à frente.

“Se os riscos de a inflação subjacente ultrapassar 2% se concretizarem, isso poderá ter um impacto negativo na economia do Japão”, disse o presidente do BoJ, Kazuo Ueda em uma coletiva de imprensa.

“É importante estabilizar a inflação subjacente em 2%. Nossa fase de política monetária mudou”, acrescentou Ueda em sua declaração mais enfática até o momento sobre a determinação do banco central em combater as pressões sobre os preços por meio de aumentos contínuos dos juros.

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*Com informações de Reuters

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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