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16/07/2026
5 min

Ibovespa cai com novo tarifaço; 5 coisas para saber antes de investir hoje (16)

Ibovespa cai com novo tarifaço; 5 coisas para saber antes de investir hoje (16)

O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta quinta-feira (16) com os investidores reagindo ao novo ‘tarifaço’ dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. Dados de atividade econômica, fiscal e o conflito no Oriente Médio também dividem as atenções.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em baixa de 0,55%, aos 175.040,90 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, em sintonia com desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda subia a R$ 5,1979 (+0,38%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com avanço de 0,18% aos 100.663 pontos,

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (16)

1 – Novo tarifaço

Ontem (15), o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR na sigla em inglês) anunciou uma nova tarifa de 25% sobre certas importações provenientes do Brasil a partir de 22 de julho.

As tarifas se aplicam a milhares de produtos, incluindo açúcar, maquinário agrícola, vestuário, maquinário elétrico, papel e aço.

Café, carne bovina, café, terras raras, produtos energéticos, aeronaves e peças de aeronaves ficaram isentos.

A tarifa, lançada depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou o eixo central do sistema tarifário de Trump no início deste ano, é o resultado de investigações sobre práticas comerciais desleais nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

“As extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a prosseguir as negociações com o Brasil para promover as mudanças há muito necessárias em relação aos problemas identificados nesta investigação”, afirmou o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em comunicado.

O escritório do USTR abriu cerca de 80 investigações comerciais, e uma nova onda de tarifas poderia ser imposta a dezenas de países, incluindo a China, a União Europeia, a Índia, o Japão, a Coreia do Sul e o México.

2 – Lula responde ao tarifaço

Em publicação na rede social X, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a decisão dos EUA não tinha qualquer justificativa.

“O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais”, afirmou Lula.

Segundo ele, “o Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio”.

Segundo fontes do governo brasileiro, houve mais de 30 contatos, presenciais, virtuais ou por telefone, desde o anúncio do tarifaço original, nos níveis presidencial, ministerial e técnico. Somente com Greer e secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foram 11 contatos.

3 – Vendas no varejo

As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,1% em maio na comparação com o mês anterior e subiram 0,4% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,50% na comparação mensal e de avanço de 1,15% sobre um ano antes.

4 – “Pauta-bomba”

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), “segurou” a promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia o direito à aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde enquanto aguarda uma conversa com o presidente Lula, segundo a Folha de S.Paulo. A matéria é considerada uma “pauta-bomba” por parte do governo.

Ontem, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ter pedido “cautela” a Alcolumbre na promulgação da PEC, que foi aprovada na última terça-feira (14).

O texto fixa regras permanentes e transitórias de aposentadoria para as duas categorias, disciplina sua contratação, estende as regras aos agentes indígenas e indica a forma como a União custeará o aumento de despesa.

Em nota publicada no mês de junho, os ministérios da Fazenda e do Planejamento disseram que o impacto da PEC no orçamento seria de R$ 3 bilhões por ano.

5 – EUA x Irã

A troca de ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio seguem no radar.

Nesta quarta-feira (15), o presidente norte-americano Donald Trump disse que não gosta de estabelecer prazos, quando questionado por repórteres se o Irã teria um prazo antes que os EUA começassem a atacar pontes iranianas. A declaração foi feita após ameaças de novos ataques nos próximos dias.

De acordo com uma reportagem do Wall Street Journal, Trump está inclinado a expandir as operações militares dos EUA no Irã. O chefe da Casa Branca realizou uma reunião na Situation Room na noite da última terça-feira.

Entre as opções discutidas, segundo o jornal, estão a apreensão da Ilha Kharg e outros territórios na região do Estreito de Ormuz, além de bombardeio da Montanha Pickaxe – local ligado a um programa nuclear iraniano que os EUA ainda não alvejaram.

Do outro lado, o Irã afirmou que o Estreito de Ormuz é uma “linha vermelha” inviolável, alertando que, caso o Trump cumpra sua ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, o país retaliará contra toda a infraestrutura na região do Golfo.

Em reação, os preços do petróleo seguem em alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro subiam 1,29%, a US$ 86,05 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham avanço de 1,41%, a US$ 80,72 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

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*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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