Ibovespa cai com Petrobras e Vale; dólar fecha no maior nível desde março

O Ibovespa melhorou na reta final do pregão, mas fechou em baixa de 0,44%, aos 170.506 pontos, pressionado principalmente por ações ligadas a commodities e com investidores ainda atentos às incertezas fiscais. O giro financeiro foi de R$ 27,2 bilhões.
Entre os pesos do índice, a Petrobras recuou forte, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. As ações ordinárias da estatal (PETR3) recuaram 2,68% e as preferenciais (PETR4) também caíram 2,64%. A Vale (VALE3) também pesou negativamente, mesmo com alta do minério de ferro, encerrando com queda de 2,08% em meio às discussões sobre governança e a disputa interna pela presidência do conselho.
Os bancos tiveram desempenho misto, com leve viés negativo. As preferenciais do Itaú (ITUB4) registraram ligeira queda de 0,19%, enquanto o Bradesco (BBDC4) caiu 1,07%. Também tombaram Banco do Brasil (BBAS3), com queda de 0,65% e Santander (SANB11) que recuou 1,38%. Na contramão, BTG Pactual (BPAC11) subiu 1,63%.
Entre as maiores quedas do índice, ficaram CSN (CSNA3) -3,98% a R$ 5,06, seguida de Azzas (AZZA3) -3,93% a R$ 19,31 e MBRF (MBRF3) -3,93% a R$ 16,14. Já na ponta positiva, C&A (CEAB3) liderou os ganhos com +8,87% a R$ 10,68, após avaliação do Itaú BBA de que os papéis estão “irracionalmente baratos”. Também avançaram Cyrela (CYRE3) +4,17% a R$ 22,50 e Assaí (ASAI3) +4,16% a R$ 8,27.
Dólar vai a R$ 5,20
O dólar à vista voltou a subir nesta quarta, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior e a expectativa de que o Federal Reserve ainda promova novas altas de juros neste ano. Levantamento do CME indica probabilidade de 67% de aumento na taxa na reunião de setembro.
O real também foi pressionado pela queda do petróleo, que afeta moedas de países exportadores de commodities. O dólar à vista fechou em alta de 0,29%, a R$ 5,202, após oscilar entre R$ 5,188 e R$ 5,222. Foi o maior valor desde 30 de março deste ano, quando fechou a R$ 5,2477.
Bolsas em NY fecham mistas em meio à queda de techs e petroleiras
As bolsas de Nova York encerraram o pregão de forma mista, com pressão vinda dos setores de tecnologia e energia. A aversão ao risco aumentou após dados de atividade indicarem uma economia ainda aquecida, reforçando apostas de manutenção de juros altos pelo Fed.
Entre os destaques negativos, Oracle (ORCL) caiu 4,55% e Chevron (CVX) tombou 2,54% lideraram as perdas, refletindo a combinação de pressão sobre techs e a forte queda do petróleo.
No fechamento, o Dow Jones subiu 0,35%, aos 51.848,90 pontos. O S&P 500 caiu 0,10%, aos 7.358,22 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 0,43%, aos 25.476,64 pontos.
A Micron Technology (MU), que divulga resultados após o fechamento, encerrou o dia em baixa de 0,37%.
