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06/07/2026
4 min

Ibovespa cai com tarifas dos EUA no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (6)

Ibovespa cai com tarifas dos EUA no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (6)

O Ibovespa (IBOV) abre o primeiro pregão da semana em baixa com incertezas sobre a implementação de novas tarifas a produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,79%, aos 172.701,05 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda subia a R$ 5,1739 (+0,10%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, avançava 0,28%, aos 101.135 pontos.

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (6)

1 – Boletim Focus

Pela primeira vez em 16 semanas, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 5,33% para 5,30% em 2026 no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. Para 2027, porém, a estimativa avançou de 4,17% para 4,18%.

No caso da taxa básica de juros, a Selic, apresentou estabilidade: a estimativa intermediária para 2026 ficou em 14%. Para 2027, 2028 e 2029 a expectativa se manteve em 12%, 10,25% e 10%, respectivamente.

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O câmbio e o Produto Interno Bruto (PIB) também se mantiveram estáveis. A estimativa para o dólar ao fim de 2026 ficou em R$ 5,20, enquanto a projeção do PIB seguiu em 1,99%. Para 2027, por outro lado, a projeção para a atividade subiu de 1,68% para 1,69%.

2 – Tarifas dos EUA

Nesta segunda-feira, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) inicia a audiência pública sobre políticas e práticas do Brasil, sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974, às 11h (horário de Brasília).

A audiência será realizada pela Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos para julgar se as alegações dos EUA contra o Brasil confirmam as supostas práticas comerciais desleais para justificar uma nova sobretaxação ao país.

Entre as práticas mencionadas por Washington, estão a implementação do Pix, o desmatamento no Brasil, o mercado de etanol brasileiro e a questão de propriedade intelectual.

3 – IPCA de junho

No radar dos investidores, na sexta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA de junho, às 9h (horário de Brasília).

A expectativa é de que seja uma leitura mais benigna após a prévia da inflação do mês, apresentando algum alívio nos componentes que foram pressionados pelo choque do petróleo recente com a guerra do Oriente Médio.

4 – Ata do FOMC

Na quarta-feira (8), às 15h (horário de Brasília), sai a ata da última decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

A expectativa é de que parte do colegiado demonstre preocupação com os níveis de inflação bastante elevados nos EUA. Ainda assim, após o payroll fraco de junho, com criação de 57 mil vagas de trabalho, ante projeção de 110 mil vagas, o comitê pode condicionar uma elevação nos juros ao mercado de trabalho.

Após o dado, o mercado manteve a aposta de alta nos juros pelo Fed na reunião de setembro, segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group.

5 – Conflito no Oriente Médio

Nos final de semana, foram realizados cortejos fúnebres ao aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia do conflito no Oriente Médio. A mobilização trazia manifestações de repúdio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No domingo (5), o comércio marítimo entre o Irã e o Catar foi retomado após uma suspensão de cerca de cinco meses, informou o adido comercial do Irã em Doha à mídia estatal neste domingo.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro recuavam 0,44%, a US$ 71,80 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto caíam 0,60%, a US$ 68,28 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.

*Com informações de Reuters

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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