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InvestMercadosACS
14/08/2026
6 min

Ibovespa cai pela 9ª sessão e dólar sobe com juros em alta e pesquisa eleitoral

Mercados monitoram dados econômicos no Brasil, EUA e Europa nesta sexta-feira, 14

Ibovespa cai pela 9ª sessão e dólar sobe com juros em alta e pesquisa eleitoral

O Ibovespa recua no último pregão da semana e caminha para dar sequência às perdas das últimas oito sessões, em um ambiente de maior cautela entre os investidores, com o mercado repercutindo balanços corporativos e o fluxo de capital estrangeiro na bolsa brasileira.

Por volta das 11h20 (horário de Brasília), o principal índice da B3 caía 1,11%, cotado a 165.250 pontos. O dólar comercial, por sua vez, subia 0,51%, cotado a R$ 5,220, após quatro sessões seguidas em alta. No radar dos investidores, estão indicadores econômicos dentro e fora do Brasil, também no último dia local de divulgação dos balanços.

Entre as empresas de maior peso no índice, a Vale (VALE3) recuava 1,08%. A Petrobras operava em terreno positivo, com a preferencial (PETR4) subindo 0,36% e a ordinária (PETR3) avançando 0,19%.

Entre os grandes bancos, porém, o desempenho é negativo. O Itaú Unibanco (ITUB4) cedia 0,62%, o Bradesco (BBDC4) recuava 0,36%, a B3 (B3SA3) caía 1,01% e o Banco do Brasil (BBAS3) tinha baixa de 0,33%. Apenas as units do Santander (SANB11) avançavam 1,07%.

No painel de maiores quedas, a Yduqs (YDUQ3) liderava as perdas, com baixa de 5,83%. A Lojas Renner (LREN3) recuava 5,13%, seguida por Magazine Luiza (MGU3) e CPFL Energia (CPFE3), que caem mais de 4%. As ações das varejistas são pressionadas pelos juros de longo prazo em alta. A taxa DI de janeiro de 2031 sobe de 14,515% para 14,605%.

Do lado positivo, a Embraer (EMBJ3) liderava os ganhos, com alta de 2,59%. A Braskem (BRKM5) avançava 2,62%, e a Rumo (RAIL3) tinha alta de 1,85%.

No radar doméstico, o principal destaque do dia foi a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) trimestral. A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no segundo trimestre, com queda em 13 das 27 unidades da federação.

O resultado representa recuo de 0,7 ponto percentual frente ao primeiro trimestre do ano, quando a taxa estava em 6,1%, e queda de 0,4 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025, quando o índice era de 5,8%.

Os agentes finaneiros também aguardam os números da nova pesquisa presidencial Quaest, que será divulgada às 18h, após o fechamento dos mercados.

Nos Estados Unidos, as vendas no varejo e em serviços de alimentação recuaram 0,6% em julho, para US$ 763,6 bilhões. O dado chama atenção por sinalizar perda de ritmo no consumo das famílias americanas, ainda que a comparação anual permaneça positiva.

Na Europa, o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro cresceu 0,4% no segundo trimestre ante os três meses anteriores, de acordo com a Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia (UE). O número confirma a estimativa inicial divulgada no fim de julho e veio em linha com a previsão de analistas do FactSet.

O bloco também voltou a registrar superávit comercial ajustado em junho, favorecido pela queda nas importações de energia, o que ajudou a região a crescer mais rápido que os EUA no trimestre.

Já na França, a inflação anual acelerou para 2,1% em julho, ante 1,8% em junho, confirmando a leitura preliminar. O avanço foi puxado, principalmente, pelo setor de serviços, cuja inflação subiu de 1,9% para 2,2%, com destaque para hospedagem, que passou de alta de 6,3% para 7,3%, e serviços de alimentação, que avançaram de 1,8% para 1,9%.

Petróleo estável com tensão renovada no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo variavam pouco, predominantemente em alta, depois que os EUA afirmaram que o bloqueio naval a portos iranianos pode continuar "indefinidamente", reacendendo preocupações sobre o fluxo de energia pelo Estreito de Ormuz.

O West Texas Intermediate (WTI) subia 0,21%, a US$ 81,42 por barril, enquanto o Brent avançava 0,03%, a US$ 87,10. Ambos os contratos haviam recuado 2% na sessão de quinta-feira, 13, mas ainda caminham para alta semanal de cerca de 4%, após um rali sustentado nos últimos dias.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, alertou, em entrevista à Newsmax, sobre medidas de "isolamento econômico" do Irã que "nunca foram vistas antes". O alerta surge após os Emirados Árabes Unidos informarem que o Irã atacou duas embarcações da estatal Abu Dhabi National Oil Company que transitavam pelo Estreito.

Já a Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês) informou na quarta-feira, 12, que a demanda global por petróleo deve cair mais do que o previsto neste ano, em meio ao aperto contínuo em torno do estreito.

Bolsas dos Estados Unidos estáveis

As bolsas americanas operavam próximas da estabilidade, um dia depois depois de o S&P 500 fechar em recorde, com o índice caminhando para a terceira semana consecutiva de alta.

O S&P 500 se mantinha rente à linha zero, o Nasdaq subia 0,2% e o Dow Jones recuava 52 pontos, queda de 0,1%. Na quinta-feira, o índice havia batido máxima intradiária histórica de 7.816,70 pontos, com tecnologia e serviços de comunicação liderando os ganhos, cerca de 1% cada.

"O mercado está justificadamente otimista neste momento", de acordo com a estrategista-chefe de investimentos da Partners Group, Anastasia Amoroso, em entrevista à CNBC, destacando a força dos balanços corporativos.

Com mais de 90% das empresas do S&P 500 já divulgadas, o crescimento de lucros no trimestre gira em torno de 50% na comparação anual, segundo a FactSet.

O S&P 500 e o Nasdaq somam alta de 0,6% na semana, enquanto o Dow Jones recua 0,6% no período. Os investidores ignoraram o dado de vendas no varejo de julho, que caiu 0,6%, ante expectativa de alta de 0,1%.

Bolsas da Europa operam mistas

Os mercados europeus operavam sem direção única, com a maior parte dos setores em território positivo. Ações do setor de mídia lideravam os ganhos, com alta de 1,15%; seguidas por viagens e lazer, que avançavam 0,62%; e varejo, com ganho de 0,53%.

Na ponta negativa, o setor de metais e mineração recuava 1,37% nos primeiros negócios.

O Stoxx 600 cedia 0,01%, a 659,19 pontos. O DAX, de Frankfurt, subia 0,82%, a 26.515,88 pontos. Na contramão, o FTSE 100, de Londres, recuava 0,01%, a 10.771,56 pontos, o CAC 40, de Paris, ficava praticamente estável, a 8.650,49 pontos, e o FTSE MIB, de Milão, cedia 0,13%, a 53.621,94 pontos.

Bolsas da Ásia fecham em alta

Os mercados asiáticos encerraram o pregão majoritariamente em alta. O Nikkei 225, do Japão, subiu 0,59%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 2,42%. Na contramão, o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,80%, e o CSI 300, da China continental, fechou estável.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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