Ibovespa cede à pressão externa e cai; 5 coisas para saber antes de investir hoje (18)
O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta quinta-feira (24) em tom negativo, pressionado pelo exterior e com atenções divididas entre disputa pelo Palácio do Planato, desdobramentos do caso Master, atualização de projeções do Banco Central para os principais indicadores macroeconômicos e movimentações corporativas. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa […]

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta quinta-feira (24) em tom negativo, pressionado pelo exterior e com atenções divididas entre disputa pelo Palácio do Planato, desdobramentos do caso Master, atualização de projeções do Banco Central para os principais indicadores macroeconômicos e movimentações corporativas.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,16%, aos 185.533,31 pontos.
Já o dólar à vista operava em alta ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1707 (+0,05%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,14%, aos 101,233 pontos.
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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (24)
1 – Corrida presidencial
Uma nova rodada de pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República concentra as atenções dos investidores.
Pesquisado instituto Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (23) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) com 41% e o senador Flávio Bolsonaro(PL) com 37% das intenções de voto no primeiro turno. Lula cresceu 3 pontos porcentuais, ante os 38% da pesquisa passada, divulgada em 1o de setembro, e Flávio Bolsonaro avançou 7 pontos sobre os 30%.
Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro ganhou um ponto porcentual e tem 45% contra 44% do presidente Lula, que permaneceu estável. Mesmo com a vantagem numérica, também há um empate técnico na simulação de um eventual segundo turno entre ambos.
2 – Relatório de Política Monetária
O Banco Central reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, mas passou a enxergar uma trajetória de inflação mais pressionada.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu de 2,0% para 1,8%. Para 2027, o BC espera desaceleração adicional, com avanço de 1,4%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM).
No cenário de referência, o BC projeta que a inflação recue para 4,4% no terceiro trimestre de 2026, mas volte a acelerar e alcance 5,2% no fim do ano.
3 – EUA e China
A cúpula entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, começou nesta quinta-feira e deve seguir até o sábado.
Mais cedo, Trump disse que planeja discutir inteligência artificial quando se encontrar com o presidente chinês, mas acrescentou: “Quero deixar isso exatamente como está”.
Por outro lado, o porta-voz do Ministério da Defesa chinês disse que os EUA devem agir com “extrema cautela” em relação a qualquer venda de armas a Taiwan.
O porta-voz Jiang Bin também afirmou, em uma coletiva de imprensa de rotina em Pequim, que as relações militares entre os EUA e a China devem ser mantidas de forma estável, sólida e sustentável.
“É importante ressaltar que a questão de Taiwan é a mais importante nas relações entre a China e os EUA, e que a manutenção da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan é a maior questão comum entre os dois países”, disse Jiang.
4 – Juros nos EUA
O mercado espera novas altas nos juros dos Estados Unidos. Desde ontem (23), os agentes financeiros precificam elevação de 50 pontos-base nas taxas de juros norte-americana até dezembro.
A perspectiva de juros mais altos foi reforçada por falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). Entre eles, o diretor Michael Barr disse que o BC deu um passo importante na semana passada para “recalibrar” os juros de curto prazo a fim de reduzir a inflação, acrescentando que provavelmente será preciso realizar novos aumentos nas taxas.
“Os riscos para alcançarmos nossa meta de inflação aumentaram, enquanto os riscos para o mercado de trabalho diminuíram”, disse Barr em discurso preparado para ser proferido em uma conferência sobre acessibilidade à moradia, organizada pelo Fed de Chicago.
5 – Petróleo a US$ 100
Diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, os preços do petróleo voltaram ao nível de US$ 100 e operam em alta pelo segundo dia consecutivo.
Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU, na véspera, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou o mandatário dos EUA, Donald Trump, de ter uma “mentalidade de intimidação” e disse que o Irã não se renderá na guerra.
“As declarações feitas ontem pelo presidente dos EUA são um sinal de uma mentalidade de intimidação. O povo iraniano não se curvará à pressão. […] Aqueles que são terroristas e treinam terroristas nos chamam de terroristas”, disse ele, referindo-se à descrição feita por Trump do Irã como o principal patrocinador do terrorismo no mundo.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro subia 2,15%, a US$ 105,25 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para o mesmo mês tinha alta de 1,79%, a US$ 93,81 o barril, no mesmo horário.
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*Com informações de Reuters
