Ibovespa cede pressão externa e cai com eleições em foco; 5 coisas para saber antes de investir hoje (22)
O Ibovespa (IBOV) acompanha a cautela externa com a escalada das tensões no Oriente Médio e salto dos preços do petróleo para o nível de US$ 112 por barril. O cenário eleitoral segue no centro das atenções. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha queda de 0,35%, aos […]

O Ibovespa (IBOV) acompanha a cautela externa com a escalada das tensões no Oriente Médio e salto dos preços do petróleo para o nível de US$ 112 por barril. O cenário eleitoral segue no centro das atenções.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha queda de 0,35%, aos 205.770,86 pontos.
Já o dólar à vista operava em alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,0434 (+0,31%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,01%, aos 101.787 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (22)
1 – Disputa à Presidência
A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, as pesquisas de intenção de votos concentram as atenções dos investidores.
Mais cedo, a PoderData/Aya aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49%, tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,6 ponto percentual.
Já a Indexa/Broadcast mostra Flávio com 44% das intenções de votos e Lula tem 42%, também tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
2 – Lula x Flávio
A campanha de Lula, candidato à reeleição, protocolou ontem (21) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação de investigação eleitoral para cassar o registro da candidatura da chapa formada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL).
Os advogados da campanha acusam a chapa adversária de cometer abuso de poder econômico e uso indevidos dos meios de comunicação.
Na ação, os advogados também alegam que, durante a campanha, a geração de imagens de inteligência artificial não permitiu a criação de conteúdos sobre Lula. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro estava liberada.
3 – Petróleo acima de US$ 110
Nesta manhã, os preços do petróleo operam em forte alta com escalada das tensões no Oriente Médio.
Segundo o The New York Times, os militares dos EUA e de Israel elaboraram planos específicos para novos ataques ao Irã após as eleições de meio de mandato do próximo mês. Os EUA também ordenaram que funcionários governamentais não essenciais e suas famílias deixem a Arábia Saudita.
Uma reportagem do Financial Times noticiou que o presidente norte-americano, Donald Trump, impediu o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, de efetuar um novo ataque contra o Irã.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para dezembro subia 2,97%, a US$ 112,05 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para novembro tinha avanço de 2,56%, a US$ 99,64 o barril, no mesmo horário.
4 – Meta e Tesla
Os balanços de Meta (META) e Tesla (TSLA) superaram as expectativas, mas ações operam em queda no pré-mercado em Wall Street. Por volta de 10h, META caía 2,23% (US$ 681,98) e TSLA tinha baixa de 3,61% (US$ 372,52).
A Meta registrou uma alta de 26% na receita na comparação anual, a US$ 64,60 bilhões. Já o lucro por ação foi de US$ 3,83, abaixo dos US$ 5,75 esperados por analistas.
A companhia ainda prevê uma receita entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões no quarto trimestre. Analistas esperavam US$ 73,73 bilhões, segundo a LSEG.
Já a Tesla reportou receita de US$ 28,05 bilhões no terceiro trimestre contra uma estimativa de US$ 27,9 bilhões, enquanto o lucro por ação foi de 0,48 centavos ante a projeção de 0,43 centavos. Em destaque, a receita do setor automotivo caiu 3% em relação ao ano anterior.
5 – Crise política na França
O juro dos títulos de 10 anos da França (OAT, na sigla em inglês) ultrapassou 5% ao ano, no maior nível em 24 anos, em meio à tensão social e política em Paris.
Hoje, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que protestos “ilegítimos” serão proibidos nos próximos dias, enquanto aos grupos organizados, como os sindicatos, serão oferecidos percursos alternativos para as marchas, a fim de proteger as empresas.
Manifestações previstas para esta quinta-feira em Paris, Lyon, Lille e Grenoble foram proibidas, em uma medida vista por alguns como uma violação do direito dos franceses de protestar.
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*Com informações de Agência Brasil, Estadão Conteúdo e Reuters
