Ibovespa dá sinais de estabilização, mas recuperação depende dos 175 mil pontos, aponta panorama técnico do BTG

O Ibovespa começa a mostrar sinais de estabilização após a forte correção dos últimos meses, mas ainda precisa superar a região dos 175 mil pontos para confirmar uma retomada mais consistente, segundo relatório técnico do BTG Pactual divulgado nesta quarta-feira (24).
Após cair 1,64% na semana passada, o índice acumulava recuperação próxima de 1,3% nesta semana, em um movimento que sugere desaceleração da pressão vendedora observada desde abril.
De acordo com o banco, a perda da média móvel de 21 semanas, em 179,5 mil pontos, enfraqueceu a tendência de curto prazo. Desde então, o Ibovespa passou a operar abaixo desse nível e próximo da faixa dos 175 mil pontos, considerada a principal resistência para uma recuperação mais robusta.
No gráfico diário, os analistas destacam que o índice segue em tendência de alta nos horizontes de médio e longo prazo, mas ainda enfrenta uma correção iniciada após a falha no rompimento da máxima histórica próxima de 193 mil pontos.
O BTG observa que o teste da média móvel de 200 dias, em 168 mil pontos, foi acompanhado por sinais de perda de força dos vendedores, como aumento da amplitude dos pregões de alta e defesa dos compradores nas mínimas recentes.
Apesar disso, o banco avalia que ainda não há confirmação de reversão da tendência. Caso o índice volte a perder a região dos 168 mil pontos, o próximo suporte relevante aparece em 161,3 mil pontos.
Ações em foco
O relatório também destaca ações com estrutura técnica considerada mais favorável, como Ambev (ABEV3), BB Seguridade (BBSE3), Caixa Seguridade (CXSE3), Porto (PSSA3) e Tenda (TEND3).
Entre os papéis com configuração mais fraca aparecem Banco do Brasil (BBAS3), CSN (CSNA3), Hapvida (HAPV3), Magazine Luiza (MGLU3), Suzano (SUZB3) e Totvs (TOTS3).
