Ibovespa despenca 13% e fecha no menor nível em dois meses com ajuste de posições pós-reeleição de Lula; dólar salta para R$ 5,40
No primeiro pregão após o segundo turno das eleições, o Ibovespa (IBOV) derreteu e registrou o pior desempenho diário em seis anos com a reeleição ‘surpresa’ do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta segunda-feira (26), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 13,88%, aos 176.608,23, no menor nível […]

No primeiro pregão após o segundo turno das eleições, o Ibovespa (IBOV) derreteu e registrou o pior desempenho diário em seis anos com a reeleição ‘surpresa’ do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesta segunda-feira (26), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 13,88%, aos 176.608,23, no menor nível desde 31 de agosto. Nos primeiros minutos do pregão, o IBOV teve o primeiro circuit breaker desde meados de março de 2020, auge da pandemia de Covid-19.
Já o dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,4029, com salto de 0,92%.
Por aqui, a cena eleitoral concentrou as atenções com a vitória de Lula com 51,79% dos votos válidos ante 48,21% do adversário Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de mais de 4,3 milhões de votos.
O resultado contrariou as pesquisas eleitorais e a disputa do primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro (PL) encerrou com vantagem de 2,2 milhões de votos sobre o petista e era percebido como mais alinhado ao mercado.
“O descompasso de expectativas do mercado em relação ao resultado das urnas resultou em um movimento generalizado de liquidação na bolsa, evidenciando a cautela dos investidores em relação às futuras diretrizes econômicas e fiscais do país”, avalia Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad.
Para Rafael Dadoorian, head de mesa de renda fixa da Convexa Investimentos, a forte reprecificação dos ativos reflete preocupações com a trajetória fiscal, o crescimento da dívida pública e a condução da política econômica no ‘Lula 4’.
Altas e quedas do Ibovespa
Com o forte ajuste de posições, apenas as exportadoras tiveram desempenho positivo, impulsionadas pela valorização do dólar.
Apenas oito ações fecharam em alta: Suzano (SUZB3) liderou a ponta positiva do IBOV com alta de 10,08% (R$ 47,40), acompanhada de Embraer (EMBJ3), WEG (WEGE3), Vale (VALE3), Klabin (KLBN11), Bradespar (BRAP4), Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4).
Já a ponta negativa foi encabeçada por Magazine Luiza (MGLU3), que caiu 58,23% (R$ 5,30), em dia de disparada de mais de 200 pontos-base da curva de juros nos vencimentos de médio e longo prazos.
Entre as blue chips, Petrobras(PETR4;PETR3), que juntas representam cerca de 13,5% do índice, terminaram o dia no vermelho com deterioração do cenário doméstico e recuo dos preços do petróleo. PETR3 teve queda de 6,81% (R$ 60,80) e PETR4 recuou 8,18% (R$ 53,88).
O Índice Financeiro (IFNC), que reúne as ações do setor bancário, despencou 22,48%.
Exterior
Os índices de Wall Street encerraram em alta com pedido de IPO da Anthropic.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +0,28%, aos 52.361,58 pontos;
- S&P 500: +0,70%, aos 7.676,77 pontos;
- Nasdaq: +0,83%, aos 26.169,381 pontos.
