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InvestMercadosACS
17/06/2026
2 min

Ibovespa devolve parte dos ganhos após manutenção de juros pelo Fed

Ibovespa devolve parte dos ganhos após manutenção de juros pelo Fed

O Ibovespa, que subia mais de 1% na sessão da tarde desta quarta-feira, 17, agora devolve parte dos ganhos e opera com alta de 0,33% a 170.213 pontos. O movimento coincide com a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, banco central americano) em manter a taxa de juros inalterada em 3,50% a 3,75%. O dólar recua 0,16% a R$ 5,07.

Mas, mais do que a decisão, o mercado aguarda a coletiva — a primeira — do presidente do Fed, Kevin Warsh. Com pressões inflacionárias no radar, devido à Guerra no Irã, e um mercado de trabalho ainda resiliente, os investidores estão de olho na sinalização dos próximos passos do BC americano.

A decisão foi unânime e, no comunicado, o Fed informou que a inflação ainda permanece elevada em relação à meta de 2%, o que reflete, em parte, choques de oferta que impulsionaram o aumento de preços em certos setores, incluindo o de energia. “O Comitê se empenhará para garantir a estabilidade de preços”, escreveu o Fed.

Por aqui, no final da tarde, também terá a decisão de juros. Os agentes esperam um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.), o que levará a Selic para a casa dos 14,25%.

O setor financeiro ajuda a dar o tom levemente positivo do dia. Itaú (ITUB4) lidera as altas, avançando 1,80%. Sobem também Bradesco (BBC4), que tem grande peso no índice, com alta de 0,28%, enquanto BTG Pactual (BPAC11) registra alta de 0,91%. BB (BBAS3) sobe 1,03%, enquanto Santander (SANB11) ganha 1,37%.

Na contramão, Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) impedem uma alta maior do índice, já que recuam 1,33% e 0,16%, respectivamente, junto com outras 27 ações — 21 operam estáveis e 28 em alta.

Além das decisões de juros, o mercado também repercute o IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que avançou 0,52% no mês, resultado ligeiramente abaixo das projeções, mas ainda apontando para resiliência da atividade econômica. Já nos EUA, as vendas no varejo cresceram 0,9% em maio, superando a expectativa de alta.

AutorRebecca Crepaldi
FonteExame
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