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31/08/2026
5 min

Ibovespa divide atenção entre cenário eleitoral e exterior; 5 coisas para saber antes de investir hoje (31)

O Ibovespa (IBOV) entra no último pregão do mês em forte alta, destoando da cautela no exterior, com o cenário eleitoral apertado no radar, além da disparada do petróleo impulsionando a Petrobras (PETR4). Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com avanço de 1,45%, aos 178.217,10 pontos. […]

Ibovespa divide atenção entre cenário eleitoral e exterior; 5 coisas para saber antes de investir hoje (31)

O Ibovespa (IBOV) entra no último pregão do mês em forte alta, destoando da cautela no exterior, com o cenário eleitoral apertado no radar, além da disparada do petróleo impulsionando a Petrobras (PETR4).

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com avanço de 1,45%, aos 178.217,10 pontos.



Já o dólar à vista operava em queda ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1750 (-0,41%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,13%, aos 99.572 pontos.

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (31)

1 – Disputa presidencial

Hoje cedo, saíram novas pesquisas de cenário eleitoral à Presidência da República.

No levantamento AtlasIntel/Bloomberg, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,1% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42,6% em um cenário de segundo turno entre ambos. Com 4,5 pontos porcentuais de vantagem e margem de erro de 1 ponto porcentual, Lula segue na liderança isolada pela reeleição. Brancos e nulos e os eleitores que não souberam responder saíram de 7,9% para 10,3%.

Já na pesquisa BTG Pactual/Nexus, em um eventual segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro seguiram empatados tecnicamente e com as mesmas intenções de voto da semana passada, com 46% e 45%, respectivamente. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 8% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.

2 – Propostas do governo no Congresso

Nesta semana, o Congresso Nacional avança com uma série de propostas de interesse do governo, em esforço concentrado antes das eleições de 2026.

Entre as pautas, estão a medida provisória que suspende a “taxa das blusinhas”, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, além da PEC da Segurança Pública.

3 – Orçamento de 2027

O governo federal enviará ao Congresso nesta segunda-feira o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. A proposta deve prever superávit primário efetivo pouco acima de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e salário mínimo de R$ 1.741.

Será o último Orçamento apresentado no atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto chega em meio ao aumento das preocupações do mercado com a situação fiscal e a trajetória da dívida pública.

As despesas obrigatórias sujeitas ao limite de gastos devem crescer entre 6,8% e 6,9%, abaixo da correção de 7,7% permitida pelo arcabouço fiscal. Com isso, o governo pretende elevar em cerca de 20% as despesas discricionárias, que incluem investimentos e o funcionamento da máquina pública.

Leia mais: Orçamento de 2027 será enviado ao Congresso nesta segunda (31); governo prevê superávit

4 – Payroll no radar

Na sexta-feira (4), o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulga o relatório mensal de empregos de agosto, o payroll, a principal métrica do mercado de trabalho acompanhada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Após o dado mais elevado do Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) e as falas consideradas mais duras do presidente do Fed, Kevin Warsh, no Simpósio de Jackson Hole, a maioria do mercado já vê possibilidade de uma alta nos juros norte-americanos em setembro.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a aposta majoritária é de elevação nos juros da faixa de 3,50% a 3,75% para 3,75% a 4% (63,9%). A chance de manutenção é de 36,1%.

5 – EUA x Irã

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou neste domingo (30) que as forças norte-americanas realizaram uma “ação limitada e precisa” contra equipes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã que estariam espalhando minas pelo Estreito de Ormuz, em uma “ameaça iminente” à navegação na passagem marítima.

“O Irã criou a ameaça e o exército dos EUA a eliminou para proteger marinheiros civis, o transporte comercial e o livre fluxo do comércio global”, disse o Centcom, em publicação no X. O órgão ainda rejeitou a alegação do Irã de que a iniciativa teria sido um “ato de agressão”.

Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite deste domingo que a Ilha de Kharg, no Irã, está “sendo reduzida a pedaços”, em publicação na rede Truth Social.

Apesar da retomada dos ataques, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país ainda busca uma solução negociada com os EUA, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.

Hoje, os preços do petróleo operam em alta. Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro saltava 5,31%, a US$ 90,69 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para outubro avançava 3,13%, a US$ 86,01 o barril, no mesmo horário.

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*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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