Ibovespa ensaia correção após rali e dólar, em baixa, chega a R$ 4,95
Bolsa abriu com ganhos moderados após subir 8% na véspera; bancos seguem em alta

O Ibovespa mantém sua trajetória de alta nos negócios desta terça-feira, 6. Após registrar sua maior alta diária em seis anos, o índice ficou próximo de bater um novo recorde de pontuação logo na primeira hora de negociações. Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o benchmark avançava 0,8%, aos 208.515 pontos.
Traders consultados pela Exame acreditam que há chances de uma correção. "Seria saudável ver o Ibovespa corrigir um pouco, mercados que sobem assim não são saudáveis e a dinâmica depois fica horrível se não tem a correção", disse um deles.
"O cenário que vem se desenhando épromissor, mas isso não significa que vai subir reto e sem parar. É hora de ser paciente agora para não errar o timing e depois ficar 'sangrando' sem necessidade. As oportunidades vão aparecer novamente."
Os bancos, responsáveis por boa parte dos ganhos da véspera, seguem em alta hoje. Outros papéis devolvem ganhos, em um movimento de correção, como é o caso de Petrobras (PETR3;PETR4). O preço do petróleo no mercado internacional recua. O Brent operava na faixa dos US$ 98 com o crescimento de exportações sauditas e o aumento estratégico de disponibilidade de reservas, enquanto as tensões no Estreito de Ormuz continuam.
As ações do Banco do Brasil e da PRIO lideram as baixas do Ibovespa da manhã. A petrolífera sente a pressão da queda do petróleo após divulgar seus dados de produção do terceiro trimestre de 2026. No período, a PRIO elevou a produção em 12,5%, número que já era "amplamente esperado", diz análise da XP. Já o Banco do Brasil teve sua recomendação reduzida pelo JP Morgan, que, por outro lado, elevou a classificação de Bradesco (BBDC4 subia quase 5%).
Na ponta oposta, construtoras como MRV e Cyrela tinham os maiores ganhos do índice, junto com Cosan, Cyrela e C&A.
O dólar segue em trajetória de queda. A moeda americana perde valor em relação ao real e a outras moedas de países desenvolvidos, conforme mostra o índice DXY. Em baixa de 0,9%, o dólar comercial já era negociado na casa de R$ 4,95. No exterior, a divisa tem reagido a uma menor pressão dos juros depois que dados macroeconômico dos Estados Unidos mostraram arrefecimento da inflação e piora no mercado de trabalho.
As bolsas em Nova York operam em terreno positivo, com o S&P 500 avançando 0,5%, enquanto Dow Jones e Nasdaq avançavam 0,3% e 0,6%, respectivamente.
