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InvestMercadosACS
18/08/2026
4 min

Ibovespa ensaia recuperação com 'blue chips' após dez quedas seguidas

Bolsa opera na contramão do exterior, com tensões renovadas no Oriente Médio

Ibovespa ensaia recuperação com 'blue chips' após dez quedas seguidas

O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira, 18, e tenta interromper a sequência de dez pregões consecutivos de perdas em agosto, em um pregão esvaziado de pautas domésticas, mas com a divulgação de indicadores econômicos no exterior. Por volta das 10h45 (horário de Brasília), o índice subia 0,79%%, aos 168.101,12 pontos. O dólar comercial avançava 0,03%, a R$ 5,20.

O movimento entre os setores é misto. Entre as maiores altas, Vibra (VBBR3) avançava 2,17%, Cosan (CSAN3), 1,86%, Ultrapar (UGPA3), 1,24%, e Petrobras, 1,11% (PETR4) e 1,10% (PETR3). Axia Energia (AXIA3) subia 0,62%. No setor financeiro, predominavam as perdas.

Já a Vale (VALE3) recuava 0,45%. No varejo e serviços, Magazine Luiza (MGLU3) caía 2,60%, Sabesp (SBSP3), -0,55%, e C&A (CEAB3), -0,89%. Por outro lado, Hapvida (HAPV3) liderava os ganhos, com 5,02%, seguida por Minerva (BEEF3), com 2,95%, SLC Agrícola (SLCE3), com 2,40%, e Azzas 2154 (AZZA3), com 2,27%.

De acordo com o coordenador de alocação e inteligência da Avenue, Bruno Yamashita, o mercado inicia o dia mais cauteloso, de olho nos juros americanos, nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e nos próximos sinais sobre a economia dos Estados Unidos.

A produção industrial americana cresceu 0,2% em julho ante junho, segundo dados do Federal Reserve (Fed), abaixo da estimativa média de alta de 0,4%. Na comparação com julho do ano passado, a produção avançou 1,1%.

Ainda nos EUA, as construções de novas moradias recuaram 12,4% em julho, para uma taxa anualizada de 1,239 milhão de unidades. A expectativa era de queda de 6,6%. Já as permissões para novas obras subiram 5%, para 1,443 milhão, enquanto analistas esperavam recuo de 0,5%.

No Reino Unido, a taxa de desemprego ficou em 4,9% no segundo trimestre, queda de 0,1 ponto percentual ante o período anterior, mas 0,2 ponto acima da base anual; ao passo que, na Alemanha, o indicador de sentimento econômico (ZEW) subiu de 26,3 pontos em julho para 34,2 pontos em agosto, acima das expectativas.

Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio

O petróleo avança pelo terceiro pregão seguido. Referência global de preços, o Brent subia 0,21%, a US$ 91,06 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), parâmetro nos EUA, ganhava 0,84%, a US$ 85,21.

O movimento ocorre com a redução das chances de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. O Irã sinalizou uma postura mais ofensiva, enquanto os EUA descartaram estender o acordo temporário de cessar-fogo.

A tensão também permanece no Estreito de Ormuz. Um projétil atingiu uma embarcação em trânsito pela região hoje. Apesar dos ataques, a Saudi Aramco retomou carregamentos de petróleo pelo estreito e passou a oferecer cargas por meio de transferências entre navios ao largo de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

O Irã também negocia com Omã um entendimento sobre a gestão do Estreito e afirma estar próximo de um acordo. Trump reagiu ameaçando bombardear o país do Golfo.

Wall Street recua com juros longos

Os principais índices de Wall Street fecharam a segunda-feira em queda, pressionados pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano. O Dow Jones recuava 0,23%, aos 53.338,68 pontos; o S&P 500 caía 0,40%, aos 7.713,75 pontos; e o Nasdaq perdia 0,84%, aos 26.421,67 pontos.

O rendimento dos títulos de 30 anos subiu para 5,323%, nível não visto em quase duas décadas. A alta dos juros refletiu preocupações com a inflação e a permanência do petróleo em níveis elevados.

As ações de semicondutores também pesaram. Western Digital caiu quase 7%, enquanto Sandisk recuou mais de 6%. Marvell Technology e Seagate Technology também perderam mais de 6%.

Bolsas europeias operam em queda

As bolsas europeias registravam perdas na maior parte das praças. O Stoxx 600 caía 0,38%, aos 653,91 pontos. O DAX recuava 0,37%, o CAC 40, 0,42%, e o FTSE MIB, 0,49%. O FTSE 100 avançava 0,32%.

A H&M era destaque positivo, com alta de 4%, após elevações de preço-alvo feitas pelo Citigroup e pelo Jefferies.

Mercado asiático fecha em retração

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram o pregão majoritariamente em baixa, com o Japão liderando as perdas. O Nikkei 225 caiu 2,54%, aos 67.460,73 pontos, e o Topix recuou 1,05%, aos 4.140,22 pontos.

Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 1,55%, aos 6.869,83 pontos, e o Kosdaq despencou 3,5%, aos 834,2 pontos. Na China continental, o CSI 300 caiu 0,32%, aos 4.725,81 pontos. O Hang Seng ficou praticamente estável, aos 25.471,15 pontos, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, encerrou estável, em torno dos 9.070 pontos.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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