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InvestMercadosACS
21/09/2026
4 min

Ibovespa ensaia recuperação com exterior a duas semanas da eleição; dólar cai

Nas bolsas globais, tecnologia e setor financeiro avançam, enquanto o petróleo recua cerca de 3%, com o Brent próximo de US$ 101

Ibovespa ensaia recuperação com exterior a duas semanas da eleição; dólar cai

O Ibovespa opera em alta nesta segunda-feira, 21, acompanhando o avanço das bolsas no exterior. O ambiente externo mais favorável aos ativos de risco ganha força com a queda dos preços do petróleo, em meio à guerra envolvendo os Estados Unidos e Irã. Por volta das 11h (horário de Brasília), o principal índice acionário da B3 subia 0,28%, aos 185.564,09 pontos. O dólar comercial cai 0,62%, a R$ 5,112.

Entre as companhias de maior peso, Vale (VALE3) avança 0,25%. A Petrobras, por outro lado, recua acompanhando a forte queda do petróleo no exterior. As ações preferenciais da estatal (PETR4) caem 0,58%, enquanto as ordinárias (PETR3) perdem 0,17%.

As ações financeiras ajudam a sustentar a alta do índice. Itaú Unibanco (ITUB4) sobe 1,61%, Bradesco avança 0,89% (BBDC4) e 1,27% (BBDC3), BTG Pactual (BPAC11, do mesmo grupo controlador da EXAME) ganha 1,14% e Santander Brasil (SANB11) sobe 1,39%. Itaúsa (ITSA4) avança 1,92% e B3 (B3SA3), 1,93%.

Entre as maiores altas, CSN (CSNA3) sobe 3,08%, seguida por C&A Brasil (CEAB3), 2,80%, Motiva (MOTV3), 2,66%, Fleury (FLRY3), 2,43%, e Localiza (RENT3), 2,32%. Na ponta negativa, Minerva (BEEF3) recua 1,51%, Prio (PRIO3) cai 1,39%, Embraer (EMBJ3) perde 1,08% e Tenda (TEND3) cede 1,03%.

Dólar cai abaixo de R$ 5,11 com menor aversão ao risco

A queda do dólar acompanha a melhora do ambiente internacional hoje. Para o analista da Ouro Preto Investimentos, Sidney Lima, a redução das tensões no mercado de energia contribui para diminuir o prêmio de risco e favorecer moedas de países emergentes.

"A queda reflete principalmente uma redução do prêmio de risco externo. O recuo do Brent para pouco acima de US$ 101 diminui o temor de que o choque de energia se transforme em uma nova rodada de inflação global", disse.

O petróleo mais barato também produz efeitos distintos sobre os ativos brasileiros, podendo aliviar as expectativas de inflação e favorecer empresas mais sensíveis aos juros, bem como pressionar as petrolíferas e reduzir parte do suporte das commodities no mercado doméstico.

No cenário doméstico, investidores também acompanham as incertezas fiscais e eleitorais, além dos efeitos do novo diferencial de juros entre Brasil e EUA após as decisões dos bancos centrais na semana passada.

Petróleo cai cerca de 3% hoje

Os preços do petróleo recuam com força pela quarta sessão consecutiva nesta segunda-feira. O West Texas Intermediate (WTI, referência de preços nos EUA) cai 3,45%, a US$ 96,84 por barril, enquanto o parâmetro global Brent perde 2,94%, a US$ 100,82.

A commodity reage à perspectiva de uma possível retomada da via diplomática entre EUA e Irã e aos sinais de que os fluxos de petróleo do Oriente Médio permanecem relativamente resistentes às recentes interrupções. As tensões na região, porém, continuam sendo acompanhadas diante dos riscos.

EUA sobem com queda do petróleo

As bolsas de Nova York avançam, ajudadas pela queda do petróleo e dos rendimentos dos títulos públicos americanos (Treasuries). O Dow Jones sobe 0,58%, enquanto o S&P 500 avança 0,58% e o Nasdaq ganha 0,75%. O Nasdaq 100 registra alta de 1,06%.

O rendimento da Treasury de dez anos recua mais de 3 pontos-base, para cerca de 4,96%. A combinação de petróleo mais barato e yields menores ajuda, principalmente, as ações de tecnologia, com papéis ligados à inteligência artificial (IA) entre os destaques positivos.

O movimento ocorre depois de uma semana predominantemente negativa em Wall Street. O Dow Jones acumulou queda de 1,7%, enquanto o S&P 500 recuou cerca de 0,1%. O Nasdaq foi a exceção, com valorização semanal de 0,7%.

Investidores continuam avaliando os efeitos da decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de elevar os juros na semana passada pela primeira vez em três anos, ao mesmo tempo que acompanham a evolução da guerra no Irã e seus possíveis impactos sobre a inflação.

Bolsas da Europa sobem mais de 1%

As principais bolsas da Europa avançam beneficiadas pela queda do petróleo e pela melhora do sentimento em relação aos riscos geopolíticos.

O Stoxx 600 sobe 1,21%, enquanto o DAX, de Frankfurt, também avança 1,21%. O FTSE 100, de Londres, ganha 1,05%, o CAC 40, de Paris, sobe 1,05%, e o FTSE MIB, de Milão, registra valorização de 1,34%.

A maioria dos setores opera no campo positivo, com destaque para empresas de tecnologia e do setor financeiro. Na direção oposta, ações de petróleo e gás recuam acompanhando a queda das cotações da commodity.

Maioria das bolsas asiáticas subiu

Os mercados asiáticos também apresentam desempenho predominantemente positivo. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,18%, enquanto o índice de Xangai subiu 0,97%. Na Índia, o Nifty 50 avançava 0,29%, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, terminou praticamente estável, com leve alta de 0,01%.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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