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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
09/07/2026
3 min

Ibovespa ensaia recuperação, mas Vale e Petrobras limitam ganhos; dólar tem leve queda

Ibovespa ensaia recuperação, mas Vale e Petrobras limitam ganhos; dólar tem leve queda

O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira, 9, em leve alta, ensaiando uma recuperação após três sessões consecutivas de perdas, em um dia marcado por cautela nos mercados globais diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Por volta das 10h40, o principal índice da B3 mantinha o avanço com alta de 0,29%, aos 171.077 pontos.

No mesmo horário, o dólar rondava a estabilidade, mas com viés dequeda de 0,06%, cotado a R$ 5,147.

Na bolsa brasileira, o movimento era amplamente positivo. Dos 78 papéis que compõem o Ibovespa, 35 operavam em alta, 39 permaneciam estáveis e apenas quatro registravam queda. Entre os destaques, as ações da Braskem (BRKM5) lideravam os ganhos, com valorização de mais de 6%, seguidas por SLC Agrícola (SLCE3), que subia 2,80%.

Já na ponta negativa, Axia Energia (AXIA3), Hapvida (HAPV3), Marfrig (MBRF3) e Vale (VALE3) estavam entre as maiores quedas ao recuarem entre 0,78% a quase 1%.

As ações da mineradoras recuam pela terceira sessão onsecutiva em meio à repercussão da renúncia de Daniel Stieler da presidência e do Conselho de Administração da companhia no início da semana. A mineradora também anunciou a renovação, por mais 15 anos, do contrato de transporte ferroviário com a MRS Logística, com vigência até dezembro de 2041. Na China, o minério de ferro fechou o dia com alta de 0,27% na bolsa de Dalian.

Já a Petrobras operava sem direção apesar da alta do petróleo no mercado internacional. As ações ordinárias (PETR3) estavam praticamente estáveis com ligeira queda de 0,08%, enquanto as preferenciais (PETR4) avançavam 0,27%. Os bancos operam em alta desde o início das negociações.

Na avaliação de Eduardo Marzbanian, analista CNPI-P da Eleven Financial, o ambiente externo segue relativamente favorável, mas ainda condicionado pelos riscos geopolíticos. "O exterior amanhece com viés construtivo moderado, apesar da escalada entre EUA e Irã manter o prêmio de risco geopolítico no radar", afirma.

Marzbanian também destaca que o comportamento do dólar reforça essa percepção. "O dólar opera praticamente estável a levemente mais fraco, sem forte prêmio defensivo, refletindo recuperação do euro e avaliação mais equilibrada entre inflação, petróleo e política monetária", diz.

Ainda assim, o analista ressalta que a deterioração do cenário geopolítico continua limitando um movimento mais intenso de tomada de risco pelos investidores.

Petróleo recua após disparada da véspera

Os contratos futuros do petróleo operavam em queda nesta quinta-feira, após a forte valorização registrada na sessão anterior, quando os Estados Unidos romperam a trégua com o Irã e voltaram a atacar o país persa. O presidente Donald Trump afirmou na véspera que o Irã entrou em contato em busca de um acordo de paz, sem fornecer detalhes.

Na avaliação de analistas, a nova escalada das tensões no Oriente Médio pode atrasar os esforços dos produtores do Golfo Pérsico para recompor a oferta global da commodity, além de renovar as preocupações com a segurança do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo.

O contrato do WTI para agosto recuava 0,53%, a US$ 73,15 por barril, enquanto o Brent para setembro operava com ligeira queda de 0,22%, a US$ 77,85 por barril.

Bolsas de NY ensaiam alta

As bolsas americanas também indicam que "o mercado, por ora, interpreta o choque como administrável", segundo o analista da Eleven, enquanto o foco dos investidores começa a migrar para a temporada de balanços, indicadores do mercado imobiliário dos Estados Unidos e novas sinalizações do Federal Reserve (Fed).

Perto das 11h, o índice Dow Jones operava estável com ligeira alta de 0,01%, quanto o S&P 500 subia mais forte 0,41% e o Nasdaq avançava 0,59%.

AutorClara Assunção
FonteExame
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