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InvestMercadosACS
08/10/2026
4 min

Ibovespa fecha em alta de 1% com Petrobras e pesquisas do 2º turno; dólar vai a R$ 5,02

Já as bolsas de Nova York encerraram o pregão com desempenho misto, enquanto o petróleo voltou a subir

Ibovespa fecha em alta de 1% com Petrobras e pesquisas do 2º turno; dólar vai a R$ 5,02

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, 8, sustentado pelas ações da Petrobras e por papéis de empresas domésticas sensíveis aos juros, em meio à expectativa de medidas de ajuste fiscal a partir de 2027. O principal índice da B3 avançou 0,94%, aos 206.220,24 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 203.984,57 e a máxima de 207.953,74 pontos. O volume financeiro somou R$ 40,4 bilhões.

O noticiário eleitoral, como início da divulgação de pesquisas sobre o 2° turno, eas declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o chamado “Tesouraço”, conjunto de medidas de corte de gastos que pretende implementar caso seja eleito presidente, ajudaram a sustentar o apetite por ações brasileiras.

A expectativa de ajuste nas contas públicas também pressionou para baixo os juros futuros, favorecendo empresas mais sensíveis ao custo do crédito.

“O principal driver para destravar valor no Ibovespa é a perspectiva de ajuste fiscal. Como o mercado está muito atento às medidas a serem tomadas em 2027, essa notícia fez com que os investidores se animassem”, afirma Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital.

Segundo o executivo, os juros futuros aceleraram a queda, superior a 20 pontos-base ao longo da curva, após as declarações do candidato. A expectativa de melhora das contas públicas tambéminfluencia o câmbio. “Com o equilíbrio fiscal, investidores estrangeiros irão olhar para o Brasil com mais confiança e voltarão a investir aqui”, diz.

O movimento, porém, perdeu força ao longo da tarde. O Ibovespa encerrou o pregão abaixo da máxima do dia, enquanto o dólar à vista, que passou boa parte da sessão próximo da estabilidade, ganhou impulso na última hora de negociação.

A moeda americana fechou em alta de 0,27%, a R$ 5,024, depois de oscilar entre R$ 5,000 e R$ 5,027. Operadores não identificaram um fator específico para a piora do câmbio no fim da sessão. No exterior, o dólar recuou frente às principais moedas, inclusive as de países emergentes.

Petrobras sobe e ações domésticas lideram ganhos

Entre os 76 papéis que compõem o Ibovespa, 47 fecharam em alta, 14 ficaram estáveis e 15 terminaram em queda.

A Azzas 2154 (AZZA3) liderou os ganhos, com valorização de 7,71%, seguida por Assaí (ASAI3), que subiu 7,37%, e Vamos (VAMO3), com avanço de 7,26%. Magazine Luiza (MGLU3) ganhou 5,56%, enquanto Smart Fit (SMFT3) avançou 5,51%.

Para Magno, a queda dos juros futuros favorece empresas mais sensíveis ao custo de financiamento, como Magazine Luiza e Vamos. “Como são empresas sensíveis a juros, vêm se destacando e sendo ativos mais comprados pelos investidores”, afirma.

Na ponta negativa, a Minerva (BEEF3) registrou a maior queda do índice, de 3,91%, seguida por Tenda (TEND3), que recuou 2,54%.

A Petrobras também contribuiu para a alta do Ibovespa. As ações ordinárias (PETR3) subiram 3,13%, enquanto as preferenciais (PETR4) avançaram 2,12%, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional e o otimismo com a perspectiva de ajuste fiscal.

A Vale (VALE3), por outro lado, caiu 1,61%, em meio às preocupações com a demanda chinesa por minério de ferro. Para o executivo, o desempenho recente da mineradora reflete um ambiente menos favorável para suas vendas à China.

Entre os grandes bancos, Bradesco (BBDC4) recuou 2,05% e Santander (SANB11) caiu 1,29%. Os demais papéis do setor fecharam em alta.

Wall Street fecha sem direção única

Já as bolsas de Nova York encerraram o pregão com desempenho misto. O Dow Jones subiu 0,10%, aos 51.231,64 pontos. O S&P 500 recuou 0,47%, aos 7.765,36 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 1,25%, aos 27.193,34 pontos.

O mercado americano acompanhou a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e as preocupações com a inflação. Declarações do diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, sobre a possibilidade de novas elevações de juros também estiveram no radar.

Petróleo sobe

Os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em alta, com o Brent superando os US$ 104 por barril durante a sessão, diante das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento. Relatos de que a Casa Branca avalia novos ataques contra o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos aumentaram a cautela dos investidores.

A perspectiva de redução da produção no Golfo do México, devido à formação de um furacão, também contribuiu para reforçar as preocupações com a oferta global.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 2,13%, a US$ 98,16 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para novembro avançou 3,64%, a US$ 91,49 por barril.
AutorClara Assunção
FonteExame
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