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InvestMercadosACS
22/07/2026
4 min

Ibovespa fecha em alta de 2,44% com impulso de Vale, Petrobras e WEG; dólar recua

Ibovespa fecha em alta de 2,44% com impulso de Vale, Petrobras e WEG; dólar recua

O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira, 22, com forte valorização, interrompendo uma sequência de cinco pregões entre perdas e estabilidade. O principal índice da bolsa brasileira avançou 2,44%, aos 177.547 pontos, após oscilar entre a mínima de 173.328,05 e a máxima de 177.641,24. Foi a maior alta diária desde o pregão em que o índice subiu 2,97%. O volume financeiro negociado somou R$ 22,6 bilhões.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas ações das blue chips e pela forte reação ao balanço da WEG, divulgado antes da abertura do mercado.

Entre os pesos-pesados do índice, a Vale (VALE3) avançou 3,96%, com investidores repercutindo positivamente a prévia operacional do segundo trimestre da mineradora. Bancos e casas de análise avaliaram que os números vieram acima das expectativas, levando parte do mercado a revisar para cima as projeções de Ebitda da companhia.

A Petrobras também contribuiu para o avanço do índice, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. As ações ordinárias (PETR3) subiram 2,39%, enquanto as preferenciais (PETR4) avançaram 2,21%.

Entre os bancos, o dia também foi positivo. O BTG Pactual (BPAC11) ganhou 2,98%, o Bradesco (BBDC4) avançou 2,26%, o Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 0,87%, o Banco do Brasil (BBAS3) teve alta de 1,01% e o Santander Brasil (SANB11) encerrou com valorização de 0,68%.

O grande destaque do pregão, contudo, foi a WEG (WEGE3), que disparou 10,05%, registrando a maior alta do Ibovespa após divulgar resultados do segundo trimestre acima das expectativas do mercado. A companhia reportou receita operacional líquida de R$ 10,1 bilhões, crescimento de 7,1% em relação ao trimestre anterior, e lucro líquido de R$ 1,56 bilhão.

Na ponta oposta, as maiores quedas do índice ficaram com a TIM (TIMS3), que recuou 2,43%, seguida pela Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, com baixa de 1,17%.

Dólar recua pela 3ª sessão seguida

O dólar à vista encerrou a quarta-feira em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,051, após oscilar entre R$ 5,050 e R$ 5,084. Foi a terceira sessão consecutiva de desvalorização da moeda americana frente ao real.

O movimento foi favorecido pela alta do petróleo, que tende a beneficiar moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil. Operadores também relataram fluxo de capital estrangeiro tanto para a bolsa quanto para a renda fixa, em meio ao bom desempenho das ações de Vale, Petrobras e WEG e ao interesse de investidores internacionais nas operações de carry trade, favorecidas pelo elevado diferencial de juros brasileiro.

Segundo Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, o real manteve o movimento de valorização observado nos últimos pregões, mesmo diante de um ambiente externo mais cauteloso.

"O dólar encerra esta quarta-feira em queda ante o real, dando continuidade ao movimento de valorização da moeda brasileira observado nos últimos pregões. Depois de abrir levemente pressionada, a Ptax fechou em R$ 5,0632, a menor cotação em 36 dias. O recuo se deu mesmo em uma sessão de tom cauteloso, marcada pela entrada em vigor da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre uma série de produtos brasileiros."

Para o analista, a moeda brasileira mostrou resiliência apesar do aumento das tensões comerciais.

"No campo doméstico, a resiliência do real foi sustentada pelo diferencial de juros elevado, que mantém atrativas as operações de carry trade e o fluxo de capital estrangeiro para o país, e pela alta das cotações do petróleo, negociado próximo de US$ 95 por barril, que melhora os termos de troca do Brasil, exportador líquido da commodity. A combinação ajudou a moeda local a absorver o ruído da escalada tarifária e a se descolar da agenda comercial negativa ao longo do dia."

Petróleo sobe e bolsas de NY recuam

Os preços do petróleo voltaram a avançar sustentados pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã e pelos riscos às rotas de navegação no Estreito de Ormuz. A valorização da commodity continuou beneficiando empresas do setor de óleo e gás, como a Petrobras, mas também manteve no radar preocupações com a inflação global e a possibilidade de juros elevados por mais tempo.

No fechamento, o contrato do Brent para setembro avançou 3,36%, a US$ 94,07 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês subiu 2,95%, a US$ 86,83 por barril na Nymex.

Em Wall Street, os principais índices acionários fecharam em queda, enquanto investidores aguardam os resultados de gigantes de tecnologia como Tesla, Alphabet, IBM, Texas Instruments e ServiceNow. O mercado segue acompanhando a temporada de balanços em busca de sinais sobre os investimentos em inteligência artificial, demanda por computação em nuvem e perspectivas para o segundo semestre.

O índice Dow Jones ficou estável com ligeira queda de 0,01%, aos 52.218,58 pontos. O S&P500 recuou 0,14%, aos 7.498,96 pontos, enquanto Nasdaq caiu 0,57% a 25.690,90 pontos.

AutorClara Assunção
FonteExame
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